A operação da PF denominada Operação Heavy Pen ocorre em 12 estados e mira a cadeia de produção e de distribuição irregular de falsas canetas emagrecedoras
A Polícia Federal com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deflagrou na manhã de terça‑feira (7), a Operação Heavy Pen, contra um esquema nacional de fabricação e venda de canetas emagrecedoras falsificadas. Em Santa Catarina, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em Joinville e dois em Lages, na Serra catarinense.
Ao todo, a operação foi realizada em 11 estados, com o cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão e 24 ações de fiscalização. Segundo a PF, os investigados podem responder por crimes como falsificação de medicamentos, comércio ilegal e contrabando.
A ação contou com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Foram fiscalizados laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas que atuariam fora das regras da vigilância sanitária.
O foco da operação são medicamentos à base de substâncias como semaglutida e tirzepatida, usadas no tratamento da obesidade. Também são investigados produtos semelhantes, como a retatrutida, que ainda não tem autorização para uso no Brasil.
Os locais estariam envolvidos na produção, no fracionamento ou na venda de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida. Os investigados atuam em uma cadeia ilegal que vai da importação fraudulenta até a distribuição e a venda desses produtos.
Segundo a PF, até março de 2026, outras mais de 54 mil unidades já haviam sido apreendidas no país.
Ao todo foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além da realização de 24 ações de fiscalização, nos estados do Espírito Santo, de Goiás, de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul, do Pará, do Paraná, de Roraima, do Rio Grande do Norte, de São Paulo, de Sergipe, do Amapá e de Santa Catarina.
As ações concentram-se, especialmente, em produtos à base de princípios ativos como semaglutida e tirzepatida, amplamente utilizados em tratamentos para obesidade, além de substâncias correlatas, como a retatrutida, ainda sem autorização para comercialização no Brasil.
Durante as diligências, também foram fiscalizados estabelecimentos, como laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas que atuam à margem da regulação sanitária, com produção, com fracionamento ou com comercialização de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida. Os elementos colhidos subsidiarão investigações em curso.



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