Passageiro morre em aeroporto dos EUA e família acusa falhas de segurança em ação judicial

Passageiro morre em aeroporto dos EUA e família acusa falhas de segurança em ação judicial

Entre em nosso grupo de notícias no WhatsApp

Os pais de um passageiro que morreu no Aeroporto Internacional de Salt Lake City, nos Estados Unidos, ingressaram com uma ação judicial contra a administração municipal, alegando que a tragédia poderia ter sido evitada. Segundo a família, falhas nos sistemas de segurança e a ausência de uma resposta adequada das autoridades permitiram que o jovem acessasse uma área restrita do aeroporto durante um episódio de desorientação mental.

O caso envolve Kyler Efinger, de 30 anos, que foi encontrado morto em 1º de janeiro de 2024 após um incidente ocorrido na área operacional do aeroporto. De acordo com a ação movida por Judd e Lisa Efinger, pais da vítima, Kyler apresentava sinais claros de um surto psiquiátrico antes do ocorrido. Ele havia sido diagnosticado com transtorno bipolar cerca de uma década antes e, conforme os documentos judiciais, já havia manifestado episódios de desorientação em outras ocasiões.

Naquela noite, Kyler tinha passagem comprada e seguia viagem para visitar o avô, que estava doente. Conforme o processo, por volta das 21h, ele começou a demonstrar comportamento agitado dentro do terminal, andando repetidamente por uma passarela e agindo de forma considerada incoerente em estabelecimentos comerciais do aeroporto. Funcionários chegaram a acionar equipes internas após episódios de confusão, mas, segundo a acusação, não houve intervenção eficaz.

Passageiro morre em aeroporto dos EUA e família acusa falhas de segurança em ação judicial

Relatos incluídos na ação indicam que, mesmo diante de sinais evidentes de instabilidade emocional, Kyler conseguiu circular livremente pelo terminal e se aproximar de acessos restritos. Em determinado momento, ele teria fugido da vigilância em direção a uma área próxima aos portões de embarque, sem que medidas de contenção fossem adotadas.

Um dos pontos centrais do processo é a alegação de que uma porta de emergência que dava acesso ao pátio do aeroporto não possuía o sistema de bloqueio temporizado adequado, mecanismo que impediria a abertura imediata e acionaria alertas à segurança. Para a família, essa falha foi determinante para que Kyler alcançasse a área externa sem ser impedido.

Ainda segundo a ação, não houve comunicação eficaz entre as equipes de segurança, os controladores de voo e os profissionais que atuavam na pista. A acusação sustenta que, se houvesse alertas internos adequados, o passageiro poderia ter sido localizado e contido a tempo, evitando o desfecho fatal.

Os pais afirmam que bastariam alguns segundos de antecedência na intervenção para salvar a vida do filho. Por isso, acusam a cidade de Salt Lake City de negligência, falhas na manutenção dos protocolos de segurança e deficiência na comunicação entre os setores do aeroporto.

A família pede indenização superior a US$ 300 mil, valor equivalente a mais de R$ 1,5 milhão, além da realização de julgamento por júri. Até a última atualização do caso, a prefeitura de Salt Lake City não havia se manifestado oficialmente sobre o processo.

LEIA MAIS: Incêndio na Suíça: jogador do Metz fica gravemente ferido ao tentar salvar a namorada em bar

Rolar para cima
Copyright © Todos os direitos reservados.