Paraná mantém poliomielite e outras doenças erradicadas com vacinação e vigilância permanente

Paraná mantém poliomielite e outras doenças erradicadas com vacinação e vigilância permanente

Paraná mantém erradicadas doenças como poliomielite, rubéola e tétano neonatal com vacinação, monitoramento epidemiológico e ações integradas de saúde pública.

O Paraná mantém erradicadas doenças que durante décadas provocaram mortes, epidemias e sequelas permanentes em diferentes regiões do Brasil. A manutenção desse cenário ocorre por meio de ações contínuas de vacinação, vigilância epidemiológica e resposta rápida coordenadas pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), em parceria com os 399 municípios paranaenses.

Entre as doenças erradicadas no Estado estão a poliomielite, a rubéola, a síndrome da rubéola congênita e o tétano neonatal. Além disso, o Paraná mantém monitoramento permanente para impedir a reintrodução de enfermidades como sarampo e difteria, consideradas controladas no País, mas ainda registradas em outras regiões do mundo.

A Sesa destaca que a manutenção de altas coberturas vacinais é considerada uma das principais estratégias para evitar o retorno dessas doenças. Segundo o órgão, a redução da vacinação aumenta o risco de reintrodução de vírus e bactérias já eliminados no território nacional.

O secretário estadual da Saúde, César Neves, afirmou que o Paraná possui uma estrutura técnica preparada para atuar rapidamente diante de riscos epidemiológicos. Segundo ele, “erradicar uma doença é um processo complexo, mas manter essa condição exige ainda mais responsabilidade. O Paraná possui equipes capacitadas, um trabalho intensivo para a cobertura vacinal e uma vigilância ativa que atua diariamente para impedir a reintrodução dessas enfermidades”.

A estrutura estadual de vigilância envolve investigação imediata de casos suspeitos, rastreamento de contatos, monitoramento laboratorial, análises epidemiológicas e vacinação de bloqueio. A estratégia consiste na imunização de pessoas que convivem ou residem próximas a um caso suspeito, com o objetivo de interromper possíveis cadeias de transmissão.

O trabalho é realizado de forma integrada entre a vigilância estadual, as Regionais de Saúde e as secretarias municipais. O Estado também acompanha indicadores vacinais e presta apoio técnico permanente às administrações municipais.

A poliomielite permanece como uma das principais preocupações das autoridades sanitárias devido ao risco de reintrodução do vírus. O Brasil não registra casos da doença desde 1989, mas a circulação do vírus em alguns países e a redução das coberturas vacinais nos últimos anos mantêm o alerta ativo.

Para reduzir esse risco, a Sesa intensificou campanhas de conscientização, ações de recuperação vacinal e busca ativa de crianças não imunizadas.

Outro resultado apontado pela Secretaria da Saúde é a eliminação do tétano neonatal, alcançada com a ampliação da vacinação de gestantes, fortalecimento do pré-natal e melhorias na assistência ao parto. Já a rubéola e a síndrome da rubéola congênita deixaram de circular no Estado após campanhas de imunização e monitoramento epidemiológico contínuo.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti Davi Lopes, afirmou que o desaparecimento dessas doenças do cotidiano da população não elimina os riscos sanitários. Segundo ela, “muitas gerações já não conviveram com essas doenças e, por isso, acabam não percebendo a gravidade delas. A vigilância precisa ser constante, porque basta a redução da cobertura vacinal para que enfermidades já eliminadas possam voltar a circular”.

A diretora também reforçou que todas as vacinas previstas no calendário nacional estão disponíveis gratuitamente nas unidades de saúde do Paraná e alertou para a necessidade de atualização da carteira vacinal em todas as faixas etárias.

Além das ações relacionadas às doenças erradicadas, o Paraná também registrou avanços no controle da sífilis e do HIV. O Estado recebeu certificação pela eliminação da transmissão vertical do HIV e obteve o Selo Bronze em Sífilis.

Segundo a Sesa, 16 municípios paranaenses receberam reconhecimento por ações de eliminação ou boas práticas relacionadas ao controle dessas doenças. Entre eles, o município de Toledo foi o único do Brasil a receber certificação de eliminação dupla da transmissão vertical de HIV e sífilis.

A transmissão vertical ocorre quando a infecção é transmitida da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou o período de amamentação. A Secretaria da Saúde orienta que gestantes realizem acompanhamento pré-natal e tenham acesso aos testes e tratamentos disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, incluindo preservativos, testes rápidos, exames laboratoriais, antibióticos, fórmula láctea e medicamentos antirretrovirais.

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