Campanha estadual reforça a importância da prevenção, vacinação, testagem e diagnóstico precoce das hepatites virais durante o mês de julho

Paraná inicia campanha de prevenção às hepatites virais durante o Julho Amarelo

Campanha estadual reforça a importância da prevenção, vacinação, testagem e diagnóstico precoce das hepatites virais durante o mês de julho

O Paraná iniciou, neste mês de julho, ações voltadas à conscientização, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento das hepatites virais. A mobilização integra o Julho Amarelo, período dedicado nacionalmente ao alerta sobre doenças que podem evoluir sem sintomas nas fases iniciais e causar complicações graves quando não identificadas a tempo.

No Estado, a campanha foi fortalecida pela Lei Estadual nº 22.295/2025, que instituiu a Campanha Permanente de Conscientização e Prevenção às Hepatites Virais – Campanha Nikole Bozza. A proposta é de autoria do deputado estadual Cobra Repórter (PSD).

A legislação homenageia a arquiteta paranaense Nikole Bozza, que morreu aos 29 anos em decorrência de complicações provocadas pela hepatite A. Segundo o texto que fundamenta a campanha, a jovem buscou atendimento médico em diferentes ocasiões antes de receber o diagnóstico correto. O caso é apresentado como referência para reforçar a necessidade de capacitação da rede de saúde, ampliação do acesso aos exames e orientação da população sobre os sintomas e formas de prevenção.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde indicam aumento dos casos de hepatite A no Paraná nos últimos anos, em movimento semelhante ao observado em nível nacional. O crescimento dos registros reforça a necessidade de medidas de prevenção, vacinação, testagem, diagnóstico precoce e tratamento adequado.

As hepatites virais permanecem entre os problemas relevantes de saúde pública no Brasil. A hepatite A é transmitida principalmente por água e alimentos contaminados ou por contato interpessoal, e tem a vacinação como principal medida preventiva. A hepatite B também conta com vacina disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde e pode ser transmitida por contato com sangue e por relações sexuais sem proteção.

A hepatite C segue como a principal causa de mortes relacionadas às hepatites virais, embora tenha tratamento disponível pelo SUS com altas taxas de cura. A hepatite D ocorre apenas em pessoas já infectadas pelo vírus da hepatite B e tem maior concentração de casos na Região Norte do país.

A campanha permanente prevê a realização anual de ações educativas durante o Julho Amarelo. Entre as atividades previstas estão palestras, seminários, campanhas informativas, distribuição de material educativo e incentivo à realização de testes rápidos oferecidos gratuitamente pelo SUS.

O objetivo é ampliar o conhecimento da população sobre formas de transmissão, prevenção, vacinação, diagnóstico e tratamento. A campanha também busca orientar sobre a importância de procurar atendimento médico diante de sintomas ou suspeita de infecção.

O deputado estadual Cobra Repórter afirmou que a iniciativa tem como finalidade evitar que outras famílias enfrentem situações semelhantes à vivida pela família de Nikole Bozza.

“A história da Nikole mostrou que precisamos fortalecer as políticas públicas de prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites virais. Essas doenças podem ser silenciosas, mas, quando descobertas precocemente, têm muito mais chances de tratamento e cura. Nossa lei nasceu para salvar vidas por meio da informação e da conscientização”, afirmou o parlamentar.

Especialistas em saúde reforçam que as hepatites virais podem não apresentar sinais evidentes no início da infecção. Por esse motivo, a vacinação, a testagem rápida, o uso de preservativos, a higiene adequada dos alimentos e o consumo de água segura são medidas indicadas para reduzir riscos.

Durante o Julho Amarelo, a orientação é que a população procure uma unidade de saúde para verificar a situação vacinal, buscar informações sobre prevenção e realizar exames quando houver indicação. Os testes rápidos estão disponíveis na rede pública e permitem identificar infecções que, sem diagnóstico, podem avançar para quadros mais graves.

O deputado também reforçou a necessidade de ampliar o acesso da população à informação durante a campanha.

“A informação continua sendo a melhor ferramenta para prevenir a doença, garantir o diagnóstico precoce e salvar vidas”, declarou.

Leia mais: GRUPO LIDERADO POR UMA MULHER
Leia mais: Presidente do Legislativo destaca emendas para infraestrutura em Dionísio Cerqueira

Nota Editorial: Este conteúdo faz parte da cobertura jornalística do Jornal da Fronteira, feito por humano com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, sob revisão de editor humano.

Sugestões de pauta: Entre em contato via WhatsApp: (49) 3644 1724.

🚀 Aproveite e nos siga no Google Notícias: Clique aqui para seguir o Jornal da Fronteira

Rolar para cima
Copyright © Todos os direitos reservados.