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Paraná coleta mais de 3,4 mil amostras de DNA em presídios para reforçar investigações criminais

Operação integrada no Paraná realizou mais de 3,4 mil coletas de DNA em unidades penais. Material será inserido em banco nacional para auxiliar na identificação de suspeitos e na elucidação de crimes.

Uma operação integrada realizada no Paraná resultou na coleta de 3.475 amostras de material genético em unidades penais do Estado. A ação foi conduzida de forma simultânea nas nove regionais do sistema prisional e superou a previsão inicial de cerca de 2.400 coletas. O objetivo é ampliar a base de dados utilizada em investigações criminais e fortalecer a identificação de autores de delitos.

A operação foi coordenada pela Polícia Penal do Paraná e pela Polícia Científica do Paraná, com apoio do Instituto de Identificação da Polícia Civil do Paraná. Os perfis genéticos obtidos serão inseridos no Banco Nacional de Perfis Genéticos, permitindo cruzamentos automáticos com vestígios encontrados em cenas de crime.

O secretário de Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson, destacou os resultados da operação.

Segundo ele, “a ação representou um avanço importante para a segurança pública do Paraná, permitindo a identificação genética de pessoas privadas de liberdade e reforçando a elucidação de crimes, tanto recentes quanto antigos”.

O diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Ciro Pimenta, afirmou que o Estado pretende ampliar a quantidade de perfis inseridos no banco nacional e intensificar o compartilhamento de informações com outras unidades da federação.

De acordo com ele, “esse trabalho é fundamental para que os cruzamentos sejam precisos e efetivos, ampliando o potencial de resolução de crimes e fortalecendo o uso da perícia como ferramenta estratégica de segurança pública”.

A diretora-geral da Polícia Penal do Paraná, Ananda Chalegre, explicou que o trabalho começa na triagem de pessoas privadas de liberdade que ingressam no sistema penitenciário.

Segundo ela, “a Polícia Penal é responsável pela triagem das pessoas privadas de liberdade que ingressam no sistema penitenciário, identificando aquelas que se enquadram na hipótese obrigatória de coleta conforme a legislação vigente”.

A iniciativa também integra uma estratégia regional do Codesul, formado pelos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, com foco na ampliação e padronização da coleta de DNA no sistema prisional.

Antes da operação, servidores passaram por capacitação técnica para garantir padronização nos procedimentos e qualidade na coleta. A proposta do governo estadual é transformar a coleta de material genético em procedimento permanente no ingresso de custodiados nas unidades penais, ampliando a capacidade investigativa e o uso da perícia criminal no Estado.

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