Resolução do Conselho Regional de Medicina do Paraná estabelece instalação de botão do pânico em hospitais, clínicas e consultórios públicos e privados para reforçar segurança de profissionais diante do aumento da violência.

Paraná determina instalação obrigatória de “botão do pânico” em unidades de saúde até abril

Resolução do Conselho Regional de Medicina do Paraná estabelece instalação de botão do pânico em hospitais, clínicas e consultórios públicos e privados para reforçar segurança de profissionais diante do aumento da violência.

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Hospitais, clínicas e consultórios do Paraná, tanto da rede pública quanto privada, iniciaram a implantação do dispositivo conhecido como “botão do pânico”, conforme determina resolução do Conselho Regional de Medicina do Paraná. A norma estabelece prazo até abril para que instituições de saúde que realizam atendimento ao público adotem o sistema de segurança.

A medida integra um conjunto de ações voltadas à proteção dos profissionais da área diante do crescimento de episódios de violência em ambientes assistenciais. A iniciativa está alinhada às diretrizes do Protocolo BASTA, criado pelo próprio conselho, que prevê acolhimento, registro formal e acompanhamento institucional em casos de agressão.

Segundo o vice-presidente do conselho, Eduardo Baptistella, a implementação do dispositivo representa um avanço nas políticas de proteção aos médicos e demais profissionais da saúde. Ele afirma que o sistema é de fácil instalação, possui custo considerado acessível e pode ser adaptado a diferentes estruturas físicas, como unidades de pronto atendimento, hospitais, clínicas e consultórios.

O funcionamento do equipamento é baseado em dispositivos conectados por rede Wi-Fi, integrados a uma central de operações capaz de identificar o local onde o botão foi acionado. Ao ser utilizado, o sistema envia alerta imediato aos aparelhos conectados, permitindo resposta rápida à ocorrência. De acordo com o gestor de tecnologia da informação Elton Luiz de Oliveira, o modelo apresenta relação favorável entre custo e benefício e pode ser replicado em diversos estabelecimentos.

A obrigatoriedade consta na Resolução CRM-PR nº 253/2025, publicada em 6 de outubro no Diário Oficial da União. O texto determina a instalação do dispositivo em hospitais, clínicas particulares, prontos-socorros, unidades básicas de saúde, consultórios médicos e demais locais que ofereçam atendimento médico direto ao público.

A Clínica Cardiocare, em Curitiba, foi a primeira instituição privada do estado a adotar o sistema. A diretora técnica da unidade, Viviana de Mello Guzzo Lemke, conselheira do Conselho Federal de Medicina pelo Paraná, afirmou que a decisão ocorreu em razão do aumento expressivo de agressões contra profissionais de saúde e da gravidade dos casos registrados. Segundo ela, a medida reforça o compromisso com a segurança da equipe e com a dignidade do exercício profissional. O diretor clínico Walmor Lemke declarou que a iniciativa busca proteger médicos, colaboradores e pacientes, além de posicionar a instituição de forma contrária à violência nos estabelecimentos de saúde.

Representantes da Comissão da Mulher Médica do conselho destacam que médicas são as principais vítimas de agressões no ambiente de trabalho. A primeira tesoureira da entidade, Valéria Caroline Pereira Santos, afirmou que a adoção do botão do pânico poderá contribuir para reduzir a vulnerabilidade dessas profissionais.

Dados do Conselho Federal de Medicina indicam que, no Brasil, um profissional da medicina é vítima de agressão a cada 12 minutos. O Paraná ocupa a segunda posição no ranking nacional de registros. Entre as denúncias formalizadas, a maioria das ocorrências envolve vítimas do sexo feminino.

Resolução do Conselho Regional de Medicina do Paraná estabelece instalação de botão do pânico em hospitais, clínicas e consultórios públicos e privados para reforçar segurança de profissionais diante do aumento da violência.
Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN
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