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Ovos vencidos fazem mal? Saiba como identificar se o alimento ainda está próprio para consumo e evitar riscos à saúde

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Presentes no café da manhã, no almoço, no jantar e até em receitas de sobremesas, os ovos estão entre os alimentos mais consumidos no mundo. Versáteis, nutritivos e relativamente acessíveis, fazem parte da rotina de milhões de famílias. Ainda assim, uma dúvida frequente surge nas cozinhas: os ovos realmente vencem? E quando passam da data indicada na embalagem, devem ser descartados imediatamente?

A resposta envolve atenção, mas não necessariamente alarme. Assim como qualquer alimento perecível, os ovos possuem prazo de validade informado pelo fabricante. Essa data funciona como referência de qualidade e segurança alimentar. No entanto, especialistas explicam que o simples fato de o prazo ter sido ultrapassado não significa, automaticamente, que o alimento esteja impróprio para consumo.

Em entrevista ao site da apresentadora norte-americana Martha Stewart, o especialista em segurança alimentar Trevor Craig esclarece que a data impressa na embalagem não deve ser interpretada como um limite absoluto. Segundo ele, em muitos casos, os ovos podem permanecer seguros por algum tempo após o vencimento, desde que tenham sido armazenados corretamente.

Isso ocorre porque o prazo indicado considera condições ideais de conservação e transporte, mas não leva em conta variações domésticas. Se os ovos foram mantidos sob refrigeração constante, em temperatura adequada e sem rachaduras na casca, podem continuar aptos ao consumo por algumas semanas além da data informada.

Ainda assim, a cautela é fundamental. A deterioração do ovo nem sempre é perceptível apenas pela aparência externa. Por isso, antes de utilizá-los, especialmente se estiverem próximos ou além da validade, é importante verificar sinais que indiquem frescor ou possível contaminação.

Riscos associados ao consumo de ovos estragados

Um dos principais perigos ligados ao consumo de ovos fora das condições ideais é a contaminação por bactérias, especialmente a salmonela. Essa bactéria pode estar presente tanto na superfície da casca quanto no interior do alimento.

Ovos crus ou malcozidos representam maior risco, já que o calor do cozimento é responsável por eliminar microrganismos nocivos. Por essa razão, se houver qualquer dúvida quanto à qualidade do ovo, o ideal é evitar preparações que utilizem o alimento cru, como maioneses caseiras, mousses, gemadas ou massas que não passam por aquecimento completo.

Sintomas de intoxicação por salmonela podem incluir diarreia, dor abdominal, febre, náusea e vômito. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com imunidade reduzida devem redobrar a atenção.

Como saber se o ovo está estragado

Existem métodos simples e práticos que ajudam a avaliar se o ovo ainda pode ser consumido. Embora não substituam completamente o bom senso e a observação, esses testes auxiliam na tomada de decisão.

Teste da água

Um dos procedimentos mais populares é o chamado “teste da flutuação”. Para realizá-lo, basta encher um recipiente com água fria e colocar o ovo dentro.

Se o ovo afundar e permanecer deitado no fundo, significa que ainda está fresco. Caso afunde, mas fique em posição vertical, indica que está mais antigo, porém possivelmente ainda próprio para consumo, especialmente se for utilizado em receitas cozidas.

Se o ovo flutuar e subir à superfície, deve ser descartado. Isso acontece porque, com o passar do tempo, ocorre perda de umidade e aumento da bolsa de ar interna, tornando-o menos denso.

Teste após quebrar o ovo

Outro método eficaz é quebrar o ovo em um prato limpo antes de utilizá-lo na receita. O aspecto da clara é um bom indicativo de qualidade.

Ovos frescos apresentam clara espessa e consistente, que permanece mais concentrada ao redor da gema. Já quando a clara está excessivamente líquida e se espalha com facilidade pelo prato, pode ser sinal de envelhecimento avançado.

Além da textura, o cheiro é determinante. Odores fortes e desagradáveis indicam deterioração imediata, independentemente da aparência visual. Nesse caso, o descarte é obrigatório.

Armazenamento adequado aumenta a durabilidade

A forma como os ovos são guardados influencia diretamente na sua conservação. O ideal é mantê-los na geladeira, preferencialmente na parte interna, onde a temperatura é mais estável. Evitar armazená-los na porta do refrigerador é uma medida recomendada, já que ali há maior variação térmica devido à abertura frequente.

Também é importante conservar os ovos na própria embalagem original. Ela ajuda a protegê-los contra absorção de odores de outros alimentos e reduz o risco de contaminação cruzada.

Outra orientação relevante é evitar lavar os ovos antes de guardá-los. A casca possui uma película natural protetora que impede a entrada de microrganismos. A lavagem pode remover essa barreira, facilitando a contaminação.

Data de validade não é o único critério

Embora a data impressa seja um parâmetro importante, ela não deve ser o único fator considerado. Avaliar as condições de armazenamento, realizar testes simples e observar sinais sensoriais são atitudes que ajudam a evitar desperdício desnecessário sem comprometer a segurança alimentar.

No entanto, diante de qualquer dúvida relevante, especialmente se houver cheiro estranho, aparência alterada ou casca danificada, o descarte continua sendo a alternativa mais segura.

Os ovos são um alimento nutritivo, fonte de proteínas, vitaminas e minerais essenciais. Com cuidados básicos de conservação e atenção aos sinais de deterioração, é possível utilizá-los com tranquilidade e segurança, reduzindo riscos e evitando desperdícios.

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