A culinária brasileira é um caldeirão de sabores, tradições e criatividade, e os chefs que elevam esse legado a outro patamar merecem destaque. Quem são os cozinheiros mais premiados do Brasil? Onde eles trabalham? Quais são seus prêmios e pratos que encantam paladares mundo afora?
O Jornal da Fronteira apresenta, neste artigo, a trajetória dos 15 maiores nomes da gastronomia nacional, revelando suas conquistas e criações autorais que transformam ingredientes simples em obras-primas.
O Brasil abriga uma geração de chefs que não apenas dominam técnicas internacionais, mas também resgatam a essência dos ingredientes regionais. Esses profissionais acumulam prêmios como estrelas Michelin, posições no The Best Chef Awards e menções no Latin America’s 50 Best Restaurants. Abaixo, respondemos diretamente: quem são eles e o que os torna tão especiais?
1. Alex Atala – D.O.M. e Dalva e Dito (São Paulo)
Considerado o embaixador da culinária brasileira no mundo, Alex Atala comanda o D.O.M. e o Dalva e Dito, ambos em São Paulo.
- Pratos autorais: Bolinho de saúva com mandioca (D.O.M.) e macarrão com feijão e linguiça (Dalva e Dito).
- Prêmios: 2 estrelas Michelin (D.O.M.), 4º melhor restaurante do mundo (2012, The World’s 50 Best), 10º lugar no The Best Chef Awards (2022).
Atala revolucionou a gastronomia ao trazer ingredientes amazônicos, como tucupi e formigas, para a alta cozinha, valorizando o pequeno produtor.
2. Helena Rizzo – Maní (São Paulo)
No comando do Maní, Helena Rizzo é um ícone feminino na gastronomia.
- Pratos autorais: Ovo perfeito com espuma de pupunha e bottarga.
- Prêmios: Melhor Chef Mulher do Mundo (2014, The World’s 50 Best), 1 estrela Michelin, 100ª posição no The Best Chef Awards (2022).
Sua cozinha celebra a simplicidade com sofisticação, misturando influências brasileiras e técnicas globais.
3. Manu Buffara – Manu (Curitiba)
À frente do Manu, em Curitiba, Manu Buffara une sustentabilidade e sabor.
- Pratos autorais: Camarão com mel de abelhas nativas e vegetais orgânicos.
- Prêmios: Melhor Chef Mulher da América Latina (2022, Latin America’s 50 Best), 19º lugar no The Best Chef Awards (2023), 3 facas (2024).
Seu trabalho foca em fortalecer comunidades locais e destacar a biodiversidade paranaense.
4. Jefferson Rueda – A Casa do Porco (São Paulo)
Jefferson Rueda transforma a carne suína em arte no A Casa do Porco.
- Pratos autorais: Porco San Zé (assado inteiro) e dadinhos de tapioca com geleia de pimenta.
- Prêmios: 17º lugar no The World’s 50 Best (2023), 1 estrela Michelin.
Com uma cozinha autoral e acessível, ele resgata memórias afetivas e inova com ousadia.
5. Rafa Costa e Silva – Lasai (Rio de Janeiro)
No Lasai, Rafa Costa e Silva cria experiências únicas no Rio.
- Pratos autorais: Beterraba com iogurte e ervas da horta própria.
- Prêmios: 1 estrela Michelin, 22º lugar no Latin America’s 50 Best (2022).
Formado no País Basco, ele cultiva ingredientes em hortas próprias, trazendo frescor à mesa.
6. Alberto Landgraf – Oteque (Rio de Janeiro)
Alberto Landgraf brilha no Oteque, com uma cozinha precisa e minimalista.
- Pratos autorais: Vieiras com caldo de cogumelos e alga kombu.
- Prêmios: 2 estrelas Michelin, 40º lugar no The Best Chef Awards (2023).
Sua trajetória internacional reflete-se em pratos que equilibram técnica e sabor.
7. Rodrigo Oliveira – Mocotó (São Paulo)
No Mocotó, Rodrigo Oliveira eleva a culinária nordestina a outro nível.
- Pratos autorais: Dadinho de tapioca e baião de dois com carne de sol.
- Prêmios: 87º lugar no Latin America’s 50 Best (2024), Melhor Chef por Veja SP (diversas edições).
Ele combina tradição sertaneja com toques contemporâneos, conquistando críticos e público.
8. Thiago Castanho – Remanso do Bosque (Belém)
Thiago Castanho celebra a Amazônia no Remanso do Bosque.
- Pratos autorais: Tambaqui na brasa com farinha de mandioca artesanal.
- Prêmios: Destaque no Latin America’s 50 Best, Melhor Chef pelo The New York Times (2014).
Sua cozinha destaca peixes regionais e ingredientes pouco conhecidos fora do Norte.
9. Felipe Bronze – Oro (Rio de Janeiro)
No Oro, Felipe Bronze aposta na cozinha de vanguarda.
- Pratos autorais: Casquinha de siri molecular e peixe com pamonha tostada.
- Prêmios: 2 estrelas Michelin, 91º lugar no Latin America’s 50 Best (2024).
Conhecido por técnicas inovadoras, ele é um dos chefs mais criativos do Brasil.
10. Fabrício Lemos – Origem (Salvador)
Fabrício Lemos comanda o Origem, em Salvador, ao lado de Lisiane Arouca.
- Pratos autorais: Lagostim com molho de moqueca e vegetais baianos.
- Prêmios: 2º lugar no ranking da Casual Exame (2024), 3 facas no The Best Chef Awards (2024).
Sua pesquisa sobre a culinária brasileira rende pratos que contam histórias.
11. Lisiane Arouca – Origem (Salvador)
Parceira de Fabrício no Origem, Lisiane é um talento em ascensão.
- Pratos autorais: Ceviche de frutas tropicais com leite de coco.
- Prêmios: 3 facas no The Best Chef Awards (2024), destaque no Latin America’s 50 Best.
Ela traz delicadeza e potência à cozinha autoral baiana.
12. Ivan Ralston – Tuju (São Paulo)
No Tuju, Ivan Ralston combina técnica e ingredientes sazonais.
- Pratos autorais: Carne maturada com vegetais da estufa própria.
- Prêmios: 2 estrelas Michelin, Melhor Chef pelo Prêmio Nossa (2023).
Sua obsessão por qualidade reflete-se em pratos puros e intensos.
13. Onildo Rocha – Notiê (São Paulo)
No Notiê, Onildo Rocha traz a alma nordestina para São Paulo.
- Pratos autorais: Moqueca de jaca com tapioca e cordeiro com café.
- Prêmios: 85º lugar no Latin America’s 50 Best (2024).
Ele homenageia suas raízes paraibanas com pratos surpreendentes.
14. Claude Troisgros – Chez Claude (São Paulo)
Francês radicado no Brasil, Claude Troisgros comanda o Chez Claude.
- Pratos autorais: Pudim de agrião com gorgonzola e vieiras com doce de leite.
- Prêmios: Melhor Restaurante por Go Where (2023), anos de destaque na TV e gastronomia.
Ele funde a cozinha francesa com toques brasileiros, encantando gerações.
15. Roberta Sudbrack – Sud, o Pássaro Verde (Rio de Janeiro)
Roberta Sudbrack, no Sud, o Pássaro Verde, é uma referência na gastronomia carioca.
- Pratos autorais: Quiabo com ovo caipira e caldo de galinha artesanal.
- Prêmios: 1 estrela Michelin (2015-2017, em seu antigo restaurante), Melhor Chef Mulher da América Latina (2015, Latin America’s 50 Best).
Com uma cozinha emocional e autoral, ela resgata sabores brasileiros com técnica impecável.
O que torna esses chefs tão premiados?
- Inovação: Uso de técnicas modernas, como gastronomia molecular (Felipe Bronze) e maturação de carnes (Ivan Ralston).
- Regionalidade: Valorização de ingredientes como mandioca, tucupi e peixes amazônicos.
- Sustentabilidade: Hortas próprias (Rafa Costa e Silva) e apoio a produtores locais (Manu Buffara).
- Consistência: Prêmios recorrentes em rankings como Michelin e The Best Chef Awards.
Onde experimentar esses pratos?
Todos esses chefs têm restaurantes abertos ao público, com menus degustação que variam de R$ 180 (Mocotó, pratos à la carte) a R$ 1.400 (Oteque, mesa do chef). Reservas são recomendadas, especialmente em casas estreladas como D.O.M. e Lasai.
Por que a gastronomia brasileira está em alta?
A riqueza cultural do Brasil, aliada à biodiversidade única, dá aos chefs um arsenal de sabores. Prêmios internacionais reconhecem essa fusão de tradição e inovação, colocando o país no mapa da alta gastronomia. De Belém a Curitiba, esses cozinheiros provam que o Brasil é muito mais que feijoada e pão de queijo.
Os 15 cozinheiros mais premiados do Brasil são mais que chefs; são narradores de histórias que usam a comida como linguagem. De Alex Atala a Roberta Sudbrack, eles transformam ingredientes em experiências inesquecíveis, acumulando prêmios que refletem talento e dedicação. Que tal visitar um desses restaurantes e provar o que os torna tão especiais? A gastronomia nacional espera por você com sabores que emocionam e surpreendem.