Os 5 livros mais comprados que ficam na estante sem ser lidos

Alguns livros são verdadeiros “sonhos de consumo”, mas acabam esquecidos na estante.

Comprar livros pode ser um ato de otimismo: a crença de que teremos tempo e disposição para mergulhar em histórias fascinantes ou aprender com obras enriquecedoras.

Não dá para generalizar, mas muitos leitores acabam postergando a leitura, optando por outros livros, deixando joias da literatura esquecidos por anos, até que um dia, são redescobertos.

Contudo, muitos volumes acabam coletando poeira nas estantes.

Hoje lhe apresentamos os cinco livros mais comprados (geralmente estão na lista dos mais vendidos) que frequentemente ficam intocados e os motivos por trás disso.

1. “Guerra e Paz” – Liev Tolstói

Um fenômeno comercial, este épico russo, publicado pela primeira vez em 1869, é uma das obras literárias mais grandiosas de todos os tempos. Com mais de 1200 páginas, “Guerra e Paz” narra a história de várias famílias aristocráticas russas durante a invasão napoleônica.

Motivo para ficar na estante: O tamanho intimida. Leitores compram este clássico pela sua importância literária, mas a extensão da narrativa e a complexidade das tramas fazem com que muitos desistam antes mesmo de começar.

2. “Ulysses” – James Joyce

Publicado em 1922, “Ulysses” é uma adaptação moderna da “Odisseia” de Homero, acompanhando Leopold Bloom durante um único dia em Dublin. O livro é famoso por seu estilo de fluxo de consciência e suas inovações literárias.

Motivo para ficar na estante: A prosa densa e experimental de Joyce é um desafio até mesmo para leitores experientes. “Ulysses” requer uma dedicação intensa e uma predisposição a decifrar seu estilo complexo, o que leva muitos a adiá-lo indefinidamente.

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3. “Em Busca do Tempo Perdido” – Marcel Proust

Esta obra monumental, composta por sete volumes e mais de 4000 páginas, explora a memória involuntária e as profundezas do tempo e da consciência. Publicada entre 1913 e 1927, é considerada uma das mais importantes da literatura mundial.

Motivo para ficar na estante: Além de sua extensão, o estilo introspectivo e detalhista de Proust pode ser exaustivo. A complexidade dos temas e a necessidade de uma leitura atenta e contemplativa fazem com que muitos comecem, mas poucos terminem.

4. “O Capital” – Karl Marx

Um fenômeno do marketing, a obra ultrapassa o tempo, levando “O Capital”, publicado em 1867, a obra-prima de Marx, mergulhar o leitor obstinado sobre economia política e crítica ao capitalismo. É uma análise detalhada dos processos e contradições do sistema capitalista.

Motivo para ficar na estante: A densidade teórica e o conteúdo técnico tornam a leitura árdua. Muitos compram “O Capital” pela sua importância histórica e filosófica, mas acabam deixando-o de lado devido à sua complexidade e extensão.

5. “A Montanha Mágica” – Thomas Mann

O Prêmio Nobel de Literatura transfere sua performance máxima para este romance, publicado em 1924, que segue a história de Hans Castorp, a uma visita a um sanatório nos Alpes Suíços e acaba permanecendo lá por sete anos. É uma meditação profunda sobre o tempo, a doença e a filosofia.

Motivo para ficar na estante: A narrativa lenta e a introspecção filosófica exigem paciência e uma leitura reflexiva. A combinação de filosofia e ficção extensa faz com que muitos leitores posterguem a leitura, apesar da fama e do respeito que a obra inspira.

Conclusão

Embora todos esses livros possuam um valor literário imensurável, seus desafios de leitura – seja pela extensão, complexidade estilística ou densidade temática – fazem com que muitos acabem relegados às estantes. A intenção de lê-los é um testemunho da ambição e desejo de crescimento intelectual, mas a execução frequentemente se mostra difícil em meio às demandas da vida cotidiana. Assim, essas obras permanecem como monumentos de inspiração, aguardando o momento certo para serem finalmente desbravadas.


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