As 10 operações policiais mais letais da história

Quando uma operação policial termina com dezenas — ou até centenas — de mortos, algo grita errado. Seja pela brutalidade, seja pelo número de vítimas, essas ações chocaram o mundo e revelam como, em muitos casos, o combate ao crime descamba para o puro massacre. Reunimos aqui as 10 operações policiais mais letais da história, ocorridas em diferentes países e contextos, que continuam gerando discussões sobre segurança pública, direitos humanos e limites do Estado.

Operação “Guerra às Drogas” nas Filipinas (2016–atualmente)
Liderada pelo então presidente Rodrigo Duterte, a operação anti-drogas das Filipinas resultou na morte de mais de 12 mil pessoas, segundo a Anistia Internacional. A polícia alegava confrontos, mas muitos relatos apontam para execuções sumárias. Foi uma “guerra” travestida de política pública.

Massacre de Tiananmen, China (1989)
Embora oficialmente tratado como repressão militar, a operação envolveu também forças de segurança interna. Estima-se que mais de 2 mil pessoas tenham morrido na Praça da Paz Celestial, quando protestos estudantis por democracia foram esmagados.

Operação no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro, Brasil (2021)
A ação da Polícia Civil do Rio deixou 28 mortos, tornando-se a operação mais letal da história do estado até então. O caso gerou críticas internacionais e denúncias de violações graves de direitos humanos.

Operação de El Mozote, El Salvador (1981)
Durante a guerra civil salvadorenha, uma ação conjunta entre exército e polícia resultou no massacre de mais de 800 civis — em sua maioria mulheres e crianças. Apesar do viés militar, o aparato de segurança interna esteve diretamente envolvido.

Operação nos bairros de Caracas, Venezuela (2015)
O programa “Operação de Libertação do Povo” (OLP), liderado por forças policiais venezuelanas, deixou mais de 560 mortos em apenas um ano. Moradores denunciavam invasões e execuções extrajudiciais.

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Opração em Nalchik, Rússia (2005)
Uma tentativa do governo russo de conter insurgentes islâmicos resultou em mais de 130 mortes, entre rebeldes, civis e policiais. O episódio é marcado pelo uso de força extrema e repressão contra a população local.

Operação do MOVE, Filadélfia, EUA (1985)
A polícia de Filadélfia bombardeou literalmente uma casa ocupada por membros do grupo MOVE. O incêndio resultante matou 11 pessoas, incluindo 5 crianças, e destruiu 61 residências. Uma das maiores tragédias urbanas em solo americano.

Guerra contra o narcotráfico no México (2006–atualmente)
Embora envolva forças armadas, as polícias mexicanas protagonizaram muitas das mais de 300 mil mortes ligadas à chamada “guerra ao narcotráfico”. As operações são marcadas por desaparecimentos forçados, torturas e execuções.

Operação de Marikana, África do Sul (2012)
Durante a greve de mineiros, a polícia sul-africana abriu fogo contra os manifestantes, matando 34 pessoas e ferindo dezenas. O massacre foi filmado e chocou o mundo, evidenciando o uso desproporcional da força.

Massacre do Carandiru, Brasil (1992)
A invasão da Casa de Detenção de São Paulo por policiais resultou na morte de 111 presos. Até hoje, o episódio é símbolo máximo da barbárie policial no Brasil — e nenhum dos policiais condenados cumpre pena atualmente.

Essas operações representam momentos sombrios da história moderna, quando a ação policial ultrapassou o dever de proteger e serviu de palco para a violência institucionalizada. Em comum, trazem uma lição dura: segurança sem controle e sem respeito aos direitos humanos pode se tornar uma ameaça tão grave quanto o próprio crime.