Polícia Federal prende mulher suspeita de atrair estrangeiras para exploração sexual no Paraná

Polícia Federal prende mulher suspeita de atrair estrangeiras para exploração sexual no Paraná

Uma mulher foi presa pela Polícia Federal suspeita de participar de um esquema de aliciamento de jovens estrangeiras para exploração sexual em boates no Oeste do Paraná. A prisão ocorreu no sábado (30), durante a segunda fase da Operação Falsa Promessa, que investiga tráfico internacional de pessoas, retenção de documentos e exploração de mulheres em situação de vulnerabilidade.

De acordo com a Polícia Federal, a suspeita é apontada como uma das principais responsáveis por três estabelecimentos investigados em Santa Helena e Entre Rios do Oeste. A identidade dela não foi divulgada. Nesta segunda-feira (1º), a mulher permanecia detida na Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu.

Durante a ação, foram encontradas oito mulheres paraguaias e três crianças, entre elas um bebê. Segundo os investigadores, as vítimas eram atraídas ao Brasil com promessas de trabalho e melhores condições de vida. Ao chegarem ao país, passavam a ser submetidas a dívidas consideradas fraudulentas, intimidações, restrições de liberdade e retenção de documentos.

A investigação aponta que as mulheres eram obrigadas a se prostituir para quitar valores impostos pelos responsáveis pelos estabelecimentos. A Polícia Federal também apura relatos de que parte ou até mesmo todo o dinheiro recebido pelas vítimas era retido pelos investigados.

Os agentes identificaram ainda situações de retenção de documentos pessoais, inclusive de uma criança. Para a PF, esse tipo de prática reforça os indícios de controle sobre as vítimas e dificultava a saída delas dos locais investigados.

Na operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e ordens judiciais para o fechamento cautelar das três boates. Conforme a Polícia Federal, a ação foi deflagrada após a identificação de que as mulheres estavam sendo transferidas entre diferentes estabelecimentos, o que poderia dificultar a localização e o resgate pelas autoridades.

Após o atendimento, quatro mulheres optaram por permanecer no Brasil e ingressar em programas de acolhimento. As demais decidiram retornar ao Paraguai, com apoio do consulado paraguaio.

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