Mulher é morta a tiros enquanto caminhava com o filho em Sepetiba; polícia investiga autoria e motivação do ataque em plena luz do dia.
Uma mulher de 24 anos foi morta a tiros na manhã desta terça-feira (4) em uma rua de Sepetiba, zona oeste do Rio de Janeiro, enquanto caminhava com o filho mais novo no carrinho de bebê. A vítima, identificada como Laís de Oliveira Gomes Pereira, havia acabado de deixar a filha de quatro anos na escola e estava retornando para casa no momento do ataque.
O crime ocorreu por volta das 11h. Câmeras de segurança instaladas em uma travessa do bairro mostram Laís seguindo pela calçada com o carrinho. As imagens indicam que ela foi monitorada por uma dupla em uma motocicleta, que passou pelo local momentos antes do disparo. Segundo a Polícia Civil, ao virar a esquina, um dos criminosos desceu armado e atirou diversas vezes contra a vítima, que morreu ainda no local. O filho de dois anos, que estava no carrinho, não ficou ferido.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) realizou perícia e recolheu cápsulas próximas ao corpo. Moradores relataram que ouviram vários tiros antes de ver a jovem caída no chão com o carrinho parado ao lado. Alguns vizinhos afirmaram não ter reconhecido os criminosos, que fugiram rapidamente sem levar nenhum pertence da vítima — hipótese que desde o início levantou suspeita de execução.
A Polícia Civil busca mais imagens de câmeras próximas ao trajeto percorrido pela vítima para entender o deslocamento dos criminosos antes e depois do homicídio. Investigadores também colhem depoimentos de familiares, amigos e vizinhos para descobrir se Laís vinha sofrendo ameaças ou se havia algum conflito que pudesse ter motivado o ataque.
Até a última atualização, não havia informações sobre o que poderia ter motivado o crime. Nenhuma linha de investigação está descartada. O nome do pai do bebê não foi divulgado pelos agentes, e a autoridade policial pediu que a imprensa aguarde a apuração antes de divulgar especulações.
O corpo de Laís foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). O menino passou por atendimento médico e psicológico, mas está fisicamente bem. A família está sob acompanhamento da rede de proteção social da região.

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