Ministério Público de Santa Catarina orienta o CMDCA de Jardinópolis a investigar possível exercício de atividades paralelas por conselheiras tutelares, diante da exigência legal de dedicação exclusiva.

MPSC recomenda apuração sobre possível acúmulo de atividades por conselheiras tutelares em Jardinópolis

Ministério Público de Santa Catarina orienta o CMDCA de Jardinópolis a investigar possível exercício de atividades paralelas por conselheiras tutelares, diante da exigência legal de dedicação exclusiva.

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O Ministério Público de Santa Catarina encaminhou orientação formal ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Jardinópolis para que sejam verificadas informações sobre eventual exercício de atividades profissionais paralelas por integrantes do Conselho Tutelar do município.

A medida decorre de registro oficial que indica a possibilidade de duas conselheiras estarem desempenhando outras funções além daquelas atribuídas ao cargo. A recomendação fixa prazo de 30 dias para a abertura de procedimento administrativo e análise da situação à luz da Lei Municipal nº 1.144/2023, que regula o funcionamento do Conselho Tutelar local. A norma municipal proíbe que conselheiros exerçam simultaneamente qualquer outra atividade pública ou privada.

Segundo o promotor de Justiça Gabriel Cavalett, responsável pela comarca, a dedicação integral ao cargo é requisito essencial para o adequado atendimento das demandas envolvendo crianças e adolescentes. A atuação do Ministério Público, nesse contexto, tem caráter preventivo e busca assegurar a observância das regras que regem a função pública.

Em manifestação oficial, o CMDCA informou que adotará as providências solicitadas. Entre elas estão a instauração de procedimento disciplinar para apuração dos fatos, a eventual interrupção de atividades incompatíveis com o cargo e o envio de relatório circunstanciado à Promotoria dentro do prazo estabelecido.

A exigência de dedicação exclusiva aos conselheiros tutelares também está prevista em normas do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. As resoluções do órgão estabelecem que a função não pode ser exercida em conjunto com outras atividades profissionais, em razão do caráter permanente do atendimento prestado.

O Ministério Público informou que acompanhará o cumprimento das medidas indicadas, com base na legislação municipal e nas diretrizes nacionais que disciplinam a atuação dos conselhos tutelares.

Ministério Público de Santa Catarina orienta o CMDCA de Jardinópolis a investigar possível exercício de atividades paralelas por conselheiras tutelares, diante da exigência legal de dedicação exclusiva.
Foto: Município de Jardinópolis
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