Uma formação rochosa localizada no Monte Ararat voltou a atrair atenção da comunidade científica, arqueológica e religiosa após novos estudos indicarem características consideradas incomuns abaixo da superfície da estrutura. A região, que há décadas está associada por pesquisadores independentes à narrativa bíblica da Arca de Noé, passou por uma nova bateria de análises conduzidas pela organização Noah’s Ark Scans.
O estudo foi liderado pelo pesquisador Andrew Jones, que classificou os resultados preliminares como relevantes para a continuidade das investigações. A formação analisada foi identificada inicialmente em 1959 e, desde então, desperta interesse por apresentar dimensões e formato que, segundo alguns pesquisadores, lembrariam a descrição da embarcação mencionada no livro de Gênesis.
Utilizando tecnologia de radar de penetração no solo, a equipe afirmou ter identificado corredores subterrâneos localizados abaixo da estrutura. Segundo os pesquisadores, os dados apontam a existência de passagens no centro da formação e também ao longo de suas laterais internas, conectando-se a uma cavidade principal descrita pela equipe como um átrio central.
De acordo com os responsáveis pela pesquisa, as dimensões da formação analisada também chamaram atenção. Os cientistas afirmam que a extensão da estrutura se aproxima de medidas historicamente associadas às descrições antigas da Arca de Noé. Para a equipe, o alinhamento dos túneis e espaços vazios observados pelos equipamentos não apresenta características compatíveis com formações aleatórias.
Além da investigação subterrânea, foram coletadas 88 amostras de solo dentro e fora da estrutura durante expedições realizadas em 2024. Segundo os pesquisadores, os exames laboratoriais indicaram diferenças relevantes na composição química entre as áreas analisadas. O interior da formação apresentou concentração significativamente maior de matéria orgânica e níveis superiores de potássio em comparação às áreas externas.
Outro elemento observado pelos pesquisadores foi a diferença na vegetação que cresce sobre a área estudada. De acordo com a equipe, a cobertura vegetal apresenta tonalidade distinta dentro do contorno da formação, o que, segundo os estudiosos, pode indicar alterações no solo ou na composição subterrânea.
Durante as análises de campo, a equipe também relatou a identificação de fósseis marinhos, incluindo conchas e fragmentos de coral, nas proximidades da estrutura localizada a aproximadamente 2 mil metros de altitude. Os pesquisadores consideram que esses vestígios podem indicar que a região esteve submersa em períodos geológicos remotos.
Apesar das novas descobertas, especialistas em geologia e arqueologia mantêm cautela sobre as conclusões. Pesquisadores externos lembram que formações semelhantes podem ser explicadas por processos naturais, incluindo movimentações tectônicas, sedimentação e erosão acumuladas ao longo de milhares de anos.
Como próxima etapa da investigação, a equipe da Noah’s Ark Scans informou que trabalha no desenvolvimento de um robô controlado remotamente para explorar os túneis subterrâneos identificados pelos equipamentos geofísicos. O objetivo é ampliar a coleta de dados sem causar danos à estrutura analisada.
O caso continua dividindo opiniões entre pesquisadores, religiosos e especialistas em arqueologia, mantendo viva uma das discussões históricas mais conhecidas envolvendo ciência, geologia e tradição bíblica.

Com mais de 20 anos de atuação na área do jornalismo, Luiz Veroneze é especialista na produção de conteúdo local e regional, com ênfase em assuntos relacionados à economia e política. Também escreve sobre arqueologia, curiosidades, livros e variedades.
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