Os 10 desfiles mais icônicos do mundo da moda

Quando os designers de moda apresentam coleções incríveis ou cheias de significado, eles não mostram só roupas, nos contam histórias e despertam emoções, com todas aquelas cores lindas e alegres, cada uma com uma personalidade, que nos chamam a atenção e nos fazem pensar e lembrar de algo, porque o mundo da moda é incrível e mágico. Como já disse Coco Chanel, “a moda não é algo que existe apenas nas roupas. A moda está no céu, na rua, a moda tem a ver com ideias, a forma como vivemos, o que está acontecendo”.

Cada desfile mostra a criatividade do designer e reflete a cultura e o tempo em que foi criado, esses eventos lançam tendências e deixam uma marca duradoura na moda, e sempre provam que a moda é uma arte que pode emocionar, fazer pensar e até mudar nossa visão do mundo.

Alexander McQueen, 1998, apresenta: “The Golden Shower Collection”

Desfile fotografia

Este desfile de Alexander McQueen é lembrado pela história de Gisele Bündchen, que desfilou com um top pintado diretamente em seu corpo, o nome original fazia referência à chuva dourada usada durante o desfile que atingiu a passarela, tornando as roupas transparentes e a maquiagem das modelos escorrendo, criando um efeito visual inesquecível, o desfile apresentou peças justas e provocantes.

No final, uma chuva torrencial atingiu a passarela, tornando as roupas transparentes e a maquiagem das modelos escorrendo, por isso até hoje em dia esse desfile nunca foi esquecido, por ser um dos mais icônicos nos dando essa cena linda de chuva dourada inesquecível.

Este desfile foi um marco para a modelo Gisele Bündchen, que enfrentou um momento de crise quando descobriu que seu terceiro look consistia apenas em uma saia, sem um top, a modelo estava quase desistindo de desfilar quando sua maquiadora teve a brilhante ideia de pintar um top branco em seu corpo. A loira mesmo estando morrendo de insegurança desfilou chorando e em nenhum momento perdeu sua postura no desfile, todos ficaram chocados ao saber a história por trás e ajudou muito a consagrar sua carreira como uma das maiores modelos dos anos 2000.

Viktor & Rolf, 2019, apresenta: “Fashion Statements”

Desfiles

Viktor Horsting e Rolf Snoeren criaram uma coleção com 18 vestidos de tule em cores vivas, cada um com uma declaração de moda escrita, esse desfile foi uma reflexão sobre o poder das roupas para comunicar mensagens e emoções, deixando o público chocado. As mensagens nos vestidos rapidamente se tornaram virais nas redes sociais e as frases que tinham nos vestidos eram tão relatáveis e compartilháveis que inundaram o Instagram e outras plataformas, tornando-se memes e citações populares.

A coleção aproveitou a cultura digital de forma brilhante, mostrando como a moda pode se entrelaçar com a era das redes sociais, a dupla imbatível de estilistas holandeses, Viktor & Rolf, deixaram o público livre para interpretar os significados de cada frase, transformando o desfile em uma verdadeira celebração da moda como arte.

O desfile se chamava “Fashion Statements” porque pretendia destacar como a moda pode ser uma forma de expressão pessoal e cultural, essa expressão “fashion statement” em inglês refere-se a uma escolha de moda que faz uma declaração audaciosa ou significativa sobre quem a pessoa é, suas crenças ou seu estilo pessoal, tipo uma maneira de usar a moda para comunicar algo ao mundo.

Alexander McQueen, 1999, apresenta: “No. 13”

Desfiles

O famoso jornalista de moda chamado, Tim Blanks, descreveu o final desse desfile como “um momento marcante para a cultura pop mundial”, o desfile se chamava “No. 13” (Número 13) de Alexander McQueen, que recebeu esse nome por ser a 13ª coleção do designer, um número que muitas vezes carrega conotações de sorte e superstição, adicionando um toque enigmático ao evento.

O desfile foi mais que moda, foi uma performance artística, com a modelo Shalom Harlow usando um vestido de tule branco, se posicionando em uma plataforma giratória, enquanto braços robóticos pintavam o vestido, esse momento foi o verdadeiro espetáculo da noite, deixando todo mundo de boca aberta.

McQueen se inspirou na performance artística de Rebecca Horn, onde pincéis mecânicos pintavam um vestido, adaptando essa ideia para a passarela, mostrando como a tecnologia pode ser usada para criar arte em tempo real durante um desfile de moda.

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Thierry Mugler, 1995, apresenta: “Le Cirque”

Desfiles icônicos

Thierry Mugler escolheu o Cirque d’Hiver, em Paris, para apresentar sua coleção outono/inverno de 1995, um dos desfiles mais memoráveis de todos os tempos, com mais de 100 looks extravagantes e a apresentação do cantor James Brown, o desfile chamado “Le Cirque”, transportou os espectadores para um mundo de fantasia e espetáculo, com uma atmosfera de circo surrealista que combinava perfeitamente com a excentricidade das criações de Mugler.

A escolha do nome “Le Cirque” para o desfile refletia a visão do estilista de transformar a passarela em um verdadeiro espetáculo de moda, onde cada peça era uma atração por si só, Mugler pretendia evocar a ideia de um circo como um lugar de diversão e surpresa, onde o inesperado poderia acontecer a qualquer momento.

Um momento icônico para todos que estavam presentes no desfile foi a revelação de um look de ciborgue no meio da apresentação, pois era uma peça futurista e ousada que simbolizava o início da era digital e a fusão entre humanidade e tecnologia. A presença desse look provocou um frenesi entre os espectadores, destacando a habilidade de Mugler de desafiar as convenções e criar moda que transcende o comum.

O desfile “Le Cirque” de Thierry Mugler cativou todos os espectadores com sua criatividade e também conseguiu deixar uma marca grande na história da moda, redefinindo os limites possíveis inspirando os futuros designer.

Versace, 1991: “Freedom!”

moda e cores

O desfile de outono de 1991 da Versace, conhecido como “Freedom!”, marcou a era das supermodelos chamadas, Naomi Campbell, Cindy Crawford, Linda Evangelista e Christy Turlington, que desfilaram juntas, criando um momento icônico na história da moda, esse desfile recebeu esse nome em homenagem à música “Freedom! ’90” de George Michael, que tocava enquanto as supermodelos desfilavam. A escolha dessa música sonora que tocava em quanto as modelos arrasavam na passarela deu energia e ficou tudo mais magico do que poderia ser, e também simbolizou a era de liberdade e expressão dando ainda mais magia a moda dos anos 90.

O desfile “Freedom!” da Versace destacou o compromisso da marca com a diversidade e a inclusão. Enquanto as supermodelos desfilavam, o nome do desfile ecoava uma mensagem poderosa de libertação e empoderamento, refletindo os valores de liberdade individual e autoexpressão que estavam no cerne da moda da época.

Infelizmente ocorreu um evento inesperado durante o desfile chocou todas as pessoas que estavam presentes, enquanto uma das modelos caminhava pela passarela, um problema com o vestido causou um pequeno contratempo, interrompendo momentaneamente a fluidez do desfile. No entanto, a maneira como a situação foi rapidamente resolvida demonstrou o profissionalismo e a adaptabilidade tanto da equipe de produção quanto das modelos, garantindo que o desfile continuasse com sucesso.

John Galliano, 1994, apresenta: “Return to Elegance”

mundo e moda

No ano de 1994, John Galliano enfrentava dificuldades financeiras, mas com o apoio de amigos e patrocinadores, ele conseguiu criar um desfile verdadeiramente icônico chamado “Return to Elegance”, o nome deste desfile representa sua determinação em trazer de volta a sofisticação e o glamour em um momento de recomeço. Com 18 looks inspirados tanto no Ocidente quanto no Oriente, Galliano apresentou uma coleção que fundia culturas de forma elegante e inovadora.

O local escolhido para o desfile foi o hotel particular de São Schlumberger, que adicionou um toque de luxo e exclusividade para o evento, tinha a presença de supermodelos renomadas como Naomi Campbell e Kate Moss que estavam desfilando de graça para apoiar Galliano, o desfile foi um verdadeiro espetáculo de moda e solidariedade.

Este evento marcou uma virada na carreira de Galliano, que apenas um ano depois foi contratado pela casa de moda Givenchy, através do seu desfile chamado “Return to Elegance”, Galliano mostrou sua habilidade como designer e também conquistou por merecimento seu lugar como um dos designers mais visionários e influentes nesse grande mundo da moda.

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Moschino, 2014, apresenta: “Fast Fashion”

Desfiles e moda

O desfile de estreia de Jeremy Scott para a Moschino em 2014 foi verdadeiramente memorável por sua irreverência e criatividade, com o tema “Fast Fashion”, Scott desafiou as convenções da moda ao transformar símbolos de fast food, especialmente do McDonald’s, em peças de alta costura.

O nome do desfile, “Fast Fashion”, foi uma jogada inteligente que brincava com a ideia de moda rápida e acessível, enquanto ainda mantinha um toque de diversão e irreverência, o Scott sempre tinha a ideia que o consumo exagerado era errado e sempre fazia suas críticas dentro da indústria da moda sobre essa pauta.

Ao longo do desfile, modelos desfilavam em trajes inspirados em hambúrgueres, batatas fritas, milkshakes e embalagens de fast food, transformando o conceito de moda de maneira inesperada e provocativa, essa abordagem ousada de Scott desafiou as normas da alta costura e ainda questionou essa definição tradicional de moda e beleza.

Este desfile marcou muito no início da parceria entre o Jeremy Scott, que é um designer americano e a famosa Moschino que é uma marca de moda, grife italiana, esse desfile também marcou muito na indústria da moda destacando a importância da crítica social na moda contemporânea e criatividade e algo novo, e não sempre ser aquela coisa básica e simples que sempre vemos nesse mundo tão diversificado como o da moda.

Moda: Louis Vuitton, 2012, “The Train Show”

moda e mundo

Marc Jacobs criou um grande espetáculo inesquecível dentro do mundo da moda ao fazer um trem de luxo entrar na passarela do Louvre para o desfile de outono de 2012 da Louis Vuitton, as modelos desceram do trem com carregadores de bagagem, mostrando a opulência e grandiosidade da marca, esse desfile é lembrado por sua teatralidade e luxo que marcou um momento significativo na moda contemporânea.

A escolha do nome “The Train Show” para o desfile foi porque ela despertava a ideia de viagem de luxo e sofisticação associada aos trens de alta classe, refletindo a essência da coleção apresentada, além de tudo isso a Louis Vuitton fez questão de destacar a importância da tradução, garantindo que todas as comunicações e materiais relacionados ao desfile fossem acessíveis em várias línguas sempre demonstrando o seu profissionalismo e compromisso com a inclusão global.

Mesmo em meio de tanto profissionalismo e grandiosidade do evento, um incidente acabou acontecendo, por que um dos carregadores de bagagem que desceram com as supermodelos do trem acabou tropeçando, causando um momento de tensão para todos que estavam assistindo, o importante foi que a situação foi rapidamente resolvida destacando muito profissionalismo de ambas as partes e principalmente da equipe que teve a capacidade de lidar com os imprevistos que aconteceram e garantindo ainda o sucesso do desfile.

Moda: Gucci, 2018, “Cyborg Show”

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Em 2018, Alessandro Michele apresentou um desfile icônico para a Gucci, conhecido como “Cyborg Show”, este nome, traduzido como “Desfile dos Cyborgs”, reflete a fusão entre o humano e o tecnológico que está destacando a maneira como a identidade é moldada em um mundo cada vez mais dominado pela tecnologia e pela cultura pop.

Neste desfile inovador, as modelos carregavam réplicas de suas próprias cabeças, criando uma atmosfera surreal e provocativa, uma das modelos, o diretor criativo da Gucci chamado, Alessandro Michele transformou a passarela em uma sala de operação, simbolizando a construção e reconstrução contínua das identidades. A cenografia e a apresentação visual sugeriam um ambiente de laboratório, onde os seres humanos poderiam ser modificados e melhorados, como em uma cirurgia de identidade.

Esse desfile não foi apenas um desfile qualquer, foi um espetáculo que desafiou as normas de gênero e identidade, enfatizando a fluidez e a multiplicidade da identidade humana, o diretor executivo da Gucci, Alessandro, utilizou esse conceito para explorar como a moda pode ser um meio de autoexpressão e transformação, em um cenário onde a fronteira entre o natural e o artificial se torna cada vez mais indistinta.

O “Cyborg Show” foi amplamente reconhecido por sua inovação e por quebrar barreiras, consolidando ainda mais a reputação de Alessandro Michele como um dos designers mais visionários da moda contemporânea.

Alfo que impactou muito todos que estavam assistindo e o mundo da moda foi a presença de réplicas hiper-realistas das cabeças das modelos, essa escolha inovadora chamou muita a atenção do público presente e também gerou um grande discussão nas redes sociais e na mídia. Isso mostrou que nossas identidades podem mudar e se transformar e que a ousadia e a criatividade dessa apresentação fizeram do “Cyborg Show” um momento inesquecível e marcante na história da moda.

Dior, 2017, “The Enchanted Garden”

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Em 2017, Maria Grazia Chiuri estreou na Dior com um desfile intitulado “The Enchanted Garden” (O Jardim Encantado), que foi realizado em uma tenda transparente nos jardins do Musée Rodin, o desfile transformou o local em um verdadeiro jardim encantado, simbolizando um mundo de sonhos e magia. A coleção apresentou vestidos etéreos e femininos, marcando o início de uma nova era para a Dior, celebrada por sua beleza onírica e pelo empoderamento feminino.

Um fato curioso que marcou todos que assistiram e o mundo da moda foi a presença de uma decoração exuberante com árvores, flores e luzes cintilantes, que transportava os espectadores para um cenário de conto de fadas, esse lindo ambiente mágico destacou e ainda combinou com a coleção e ainda reforçou a visão de Chiuri de combinar moda com uma narrativa encantadora e poderosa. A apresentação foi amplamente elogiada por sua inovação e pela maneira como capturou a essência do empoderamento e da feminilidade, deixando uma impressão duradoura na história da moda.

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Conclusão

Cada um desses desfiles icônicos deixou uma marca no mundo da moda porque eles não são apenas apresentações de roupas, são espetáculos que combinam arte, cultura e expressão pessoal, cada roupa, cada look é como um palco onde os designers mostram suas ideias criativas, desafiando normas e inspirando mudanças. Cada desfile conta uma história única, com roupas feitas à mão pelos designers, refletindo o espírito do tempo e influenciando como vemos identidade, beleza e estilo, e no final, os desfiles são celebrações da inovação e da diversidade, mostrando como a moda tem o poder de transformar e evoluir sempre.

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