A missão Artemis 2, conduzida pela NASA, ultrapassou a metade do trajeto de retorno à Terra na noite de quinta-feira (9). Com isso, os quatro astronautas a bordo estão mais próximos do planeta do que da Lua, após realizarem o sobrevoo do satélite natural.
Participam da missão os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. O grupo se tornou o primeiro a deixar a órbita terrestre desde a missão Apollo 17, realizada em dezembro de 1972.
Cinco dias após o lançamento, a equipe realizou um sobrevoo da Lua, incluindo a observação da face oculta, e atingiu um novo recorde de distância em relação à Terra em uma missão tripulada.
A previsão é de que a viagem seja concluída nesta sexta-feira (10), com a amerrissagem da cápsula Orion no oceano Pacífico, nas proximidades de San Diego, na costa oeste dos Estados Unidos. A etapa de reentrada é considerada uma das mais críticas da missão, com o escudo térmico da nave submetido a temperaturas que podem chegar a 2.760°C. Após o pouso, uma embarcação será responsável por resgatar a tripulação e o equipamento.
Durante a missão, os astronautas registraram imagens inéditas do lado oculto da Lua e observaram impactos de meteoritos na superfície lunar. Também enfrentaram falhas no sistema sanitário da espaçonave ainda nos primeiros dias de viagem.
A missão marca avanços em representatividade e cooperação internacional. Christina Koch se tornou a primeira mulher a sobrevoar a Lua, Victor Glover o primeiro homem negro a realizar esse trajeto, e Jeremy Hansen, do Canadá, o primeiro não norte-americano a participar desse tipo de missão.
Embora não tenha ocorrido pouso na superfície lunar, a Artemis 2 teve como objetivo testar sistemas e equipamentos que serão utilizados em futuras missões. A NASA previa realizar um pouso tripulado na Lua com a Artemis 3 em 2027, mas o cronograma foi adiado para 2028.
O programa Artemis integra a estratégia dos Estados Unidos de ampliar a presença humana no espaço. Entre os planos está a criação de uma base permanente na Lua, com expectativa de instalação das primeiras estruturas habitáveis a partir de 2033, em meio à crescente disputa tecnológica com a China no setor espacial.

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