Menor lua cheia do ano iluminará o fim de semana

Neste sábado (24), às 9h30 da manhã (pelo horário de Brasília), os olhos se voltarão para o céu em um espetáculo celestial singular: a lua cheia de fevereiro, que será a menor do ano de 2024, conforme aponta o guia de observação astronômica In-The-Sky.org.

A peculiaridade desta lua cheia reside no fato de que ocorrerá próximo ao apogeu, o ponto mais distante da Terra em sua órbita. Enquanto muitos estão familiarizados com o conceito de Superlua, que acontece no perigeu (o ponto mais próximo da Terra), este fim de semana nos presenteia com sua contraparte: a lua cheia no apogeu. Isso significa que a Lua estará mais distante de nós do que o habitual, aparecendo menor no céu.

Nos dias subsequentes ao sábado, a Lua surgirá no céu cerca de uma hora mais tarde a cada noite, tornando-se proeminente mais tarde na noite. Dentro de alguns dias, ela só será visível na madrugada e no início da manhã. Em São Paulo, por exemplo, a Lua começará a ser visível às 18h26 e permanecerá no céu até pouco depois das 2h da manhã seguinte. Utilizando calculadoras de nascer e pôr da Lua, é possível determinar o melhor horário para apreciar esse fenômeno em sua região.

A lua cheia atingirá seu auge quando a longitude eclíptica da Lua estiver exatamente 180° de distância da longitude eclíptica do Sol, visto do centro da Terra. Nesse momento, ela estará em uma declinação de 12°47’N na constelação de Leão, a uma distância de 405 mil km da Terra. Um diagrama ilustrativo compara o tamanho aparente da lua cheia deste mês com os extremos de seu tamanho possível, no perigeu e no apogeu, mostrando como sua distância varia devido à forma oval de sua órbita elíptica.

A lua nova marca o início do mês em calendários lunares e lunissolares, como o muçulmano, judaico, hindu e budista. O ciclo lunar, também conhecido como lunação, tem uma duração média de 29,5 dias, durante os quais a Lua passa pelas quatro principais fases: nova, crescente, cheia e minguante, cada uma com uma duração aproximada de sete dias. Além dessas fases principais, existem as “interfases” – quarto crescente e crescente gibosa entre as fases nova e cheia, e minguante gibosa e quarto minguante entre a cheia e a minguante.

À medida que nos preparamos para testemunhar a menor lua cheia do ano, é uma oportunidade não apenas para apreciar sua beleza no céu noturno, mas também para refletir sobre os intrincados padrões e ciclos que regem nosso universo.

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