Japão é um dos países mais propensos a terremotos do mundo. Megaterremoto na Fossa de Nankai ocorreram a cada 100 a 200 anos, com o último registrado em 1946
Um relatório recente do governo japonês alerta que um megaterremoto na costa do Pacífico poderia resultar em quase 300 mil mortes. O desastre também traria um impacto econômico devastador, com perdas estimadas em até US$ 1,81 trilhão, cerca de R$ 10,2 trilhões.
O Japão é um dos países mais propensos a terremotos do mundo, devido à sua localização em uma zona de intensa atividade sísmica.
A Fossa de Nankai, uma região submarina de 800 quilômetros que se estende desde Shizuoka até o sul da ilha de Kyushu, é particularmente vulnerável. Nesta área, a placa tectônica oceânica do Mar das Filipinas desliza sob a placa continental que sustenta o Japão, acumulando energia que pode ser liberada em terremotos extremamente violentos.
Nos últimos 1.400 anos, megaterremotos na Fossa de Nankai ocorreram a cada 100 a 200 anos, com o último incidente registrado em 1946.
As autoridades japonesas estimam uma probabilidade de cerca de 80% de um terremoto de magnitude 8 a 9 na região nos próximos anos.
No cenário mais pessimista, um terremoto de magnitude 9 poderia afetar diretamente cerca de 1,23 milhão de pessoas, o que representa aproximadamente 1% da população total do Japão.
A evacuação rápida e eficaz será crucial para minimizar as mortes por tsunami, que poderiam chegar a 215 mil se apenas 20% da população evacuar imediatamente.
O motivo da previsão
Para fazer a estimativa, o relatório levou em consideração os dados atualizados de terreno e solo do Japão, com expansões das áreas de inundação. Esta também não é a primeira vez que o Japão emite um alerta de megaterremoto. Em 2024, o governo disse que havia uma “chance relativamente maior” de um terremoto de magnitude 9.
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