Médica do Samu é afastada em Bauru após atestar erroneamente a morte de mulher atropelada na SP-294; vítima sobreviveu e segue internada em estado grave.
Uma médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi afastada de forma preventiva após atestar, de maneira equivocada, a morte de uma mulher atropelada na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru, no interior de São Paulo. A vítima sobreviveu ao acidente e permanece internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Base do município.
O atropelamento ocorreu no final da tarde de domingo (18), na altura do quilômetro 352 da rodovia. De acordo com informações registradas pela polícia, o motorista envolvido relatou que a pedestre entrou repentinamente na pista para atravessá-la, sem que houvesse tempo hábil para frenagem. As circunstâncias do acidente seguem sob apuração.
Após o atropelamento, uma equipe do Samu foi acionada e o óbito da vítima foi atestado ainda no local. Em razão do procedimento, a rodovia chegou a ser parcialmente interditada e o Instituto Médico Legal foi chamado para realizar a remoção do corpo. A mulher chegou a ser coberta com uma manta térmica de alumínio, conforme o protocolo adotado nesses casos.
Minutos depois, com a chegada da Unidade de Socorro Avançado da concessionária responsável pelo trecho da rodovia, outro médico constatou a presença de sinais vitais, como movimentos respiratórios. Diante da constatação, a equipe iniciou imediatamente os procedimentos de reanimação, incluindo massagem cardíaca.
Segundo a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo, foram realizadas tentativas de intubação ainda no local, e a vítima foi encaminhada com urgência para atendimento hospitalar. Após o resgate, ela foi levada ao Hospital de Base de Bauru, onde permanece internada em estado grave na UTI.
O afastamento da médica que realizou o primeiro atendimento foi comunicado pela Prefeitura de Bauru na segunda-feira (19). Em nota, a administração municipal informou que instaurou uma sindicância para apurar os procedimentos adotados pela equipe do Samu durante o atendimento à ocorrência. A profissional ficará afastada de forma preventiva até a conclusão da investigação administrativa.
A prefeitura declarou solidariedade à paciente e informou que o caso está sendo tratado com prioridade pelas autoridades de saúde do município. Não foi divulgado prazo para a conclusão da sindicância. O nome da médica envolvida não foi informado.

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