Máscara funerária de 3,3 mil anos revela novos aspectos da civilização Dilmun

Máscara funerária de 3,3 mil anos revela novos aspectos da civilização Dilmun

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Uma descoberta arqueológica recente no Bahrein chamou a atenção de especialistas ao redor do mundo. Uma máscara rara de cerâmica, datada de aproximadamente 3.300 anos, foi localizada em um sítio funerário ligado à antiga civilização Dilmun. O achado ocorreu na região de Hilla e contribui para ampliar o conhecimento sobre as práticas culturais e rituais de sepultamento adotados no período conhecido como Dilmun Médio, entre 1500 a.C. e 1000 a.C.

O artefato foi encontrado em uma sepultura coletiva que abrigava os restos mortais de duas mulheres e um bebê. Produzida em faiança, um tipo específico de cerâmica antiga, a máscara é considerada extremamente rara no contexto arqueológico do Bahrein. Até o momento, apenas um outro exemplar semelhante havia sido identificado no país, o que eleva a relevância científica da descoberta.

A apresentação oficial do achado ocorreu durante a conferência “Patrimônio Arqueológico: Entre a Descoberta e a Preservação”, promovida pela Autoridade de Cultura e Antiguidades do Bahrein, realizada nos dias 6 e 7 de janeiro. O evento reuniu pesquisadores e autoridades do setor cultural para discutir avanços recentes e desafios ligados à preservação do patrimônio histórico da região.

Máscara funerária de 3,3 mil anos revela novos aspectos da civilização Dilmun
Foto: Autoridade de Cultura e Antiguidade do Bahrein (BACA)

Segundo os arqueólogos envolvidos na escavação, a máscara possivelmente tinha uma função simbólica nos rituais funerários, sendo colocada junto aos mortos como parte das cerimônias de sepultamento. A arqueóloga Mashaal Al Shamsi, que liderou os trabalhos no sítio de Hilla, destacou que o objeto ainda carece de estudos mais aprofundados para que seu significado seja plenamente compreendido no contexto da civilização Dilmun.

Além da máscara, outros itens funerários foram recuperados na mesma sepultura, reforçando a complexidade dos rituais praticados à época. Entre os objetos encontrados estão anéis confeccionados com conchas marinhas, uma agulha de costura, um grande recipiente de cerâmica e aplicadores de kohl, substância utilizada para fins cosméticos ou rituais. Esses materiais ajudam a reconstruir aspectos do cotidiano e das crenças associadas à morte naquela sociedade antiga.

Os pesquisadores informaram que análises detalhadas sobre a máscara e os demais artefatos estão em andamento. A expectativa é que novos dados sejam publicados em estudos acadêmicos, contribuindo para o aprofundamento das pesquisas sobre a civilização Dilmun e sua importância histórica no Golfo Pérsico.

A descoberta reforça o papel do Bahrein como um território-chave para a compreensão das civilizações antigas do Oriente Médio e evidencia como escavações arqueológicas continuam revelando elementos fundamentais da história humana, mesmo após milênios enterrados sob o solo.

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