Foto: Jenna Dittmar
Pesquisadores identificaram na Escócia um raro procedimento dentário realizado há aproximadamente 500 anos. A descoberta foi feita a partir da análise de uma mandíbula humana encontrada em um antigo cemitério medieval e revelou uma ponte dentária fixada com fio de ouro de 20 quilates.
O material foi localizado durante escavações realizadas na Igreja St. Nicholas East Kirk, na cidade de Aberdeen. O sítio arqueológico reúne centenas de sepultamentos históricos, mas apenas um esqueleto apresentou esse tipo de intervenção odontológica.
Segundo os pesquisadores, o homem viveu entre os séculos XV e XVII e possuía uma estrutura composta por um fino fio de ouro envolvendo dois dentes inferiores. A peça provavelmente foi utilizada para estabilizar um dente comprometido ou substituir uma perda dentária, possivelmente com apoio de uma prótese.
A análise foi conduzida por especialistas da Universidade de Aberdeen e publicada no British Dental Journal. De acordo com os cientistas, este pode ser o registro mais antigo desse tipo de tratamento já identificado em território escocês.
Apesar da sofisticação do procedimento, a condição bucal do indivíduo não era considerada ideal. Os exames apontaram sinais de cáries, acúmulo de placa bacteriana e doença periodontal, indicando problemas crônicos nos dentes e gengivas.
Mesmo assim, o uso de ouro chamou a atenção dos especialistas. O material era considerado valioso e pouco acessível na época, o que sugere que o homem provavelmente pertencia a um grupo social com melhores condições econômicas.
Naquele período, a odontologia ainda não existia como profissão estruturada. Tratamentos relacionados aos dentes eram realizados por barbeiros, curandeiros e até artesãos especializados em metais preciosos.
A bioarqueóloga Rebecca Crozier, coautora do estudo, comentou sobre as limitações que o dispositivo poderia causar no cotidiano.
Segundo ela, “é muito difícil falar sobre experiências individuais de dor ou desconforto em alguém que morreu há centenas de anos. [Mas] o dente instável e ligado teria tornado ações como morder algo duro ou firme, como uma maçã, bastante problemáticas”.
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Apaixonada pela literatura brasileira e internacional, Heloísa Montagner Veroneze é reatora de artigos locais e regionais, com experiência em temas diversos, especialmente sobre livros, arqueologia e curiosidades.
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