A Lua passará diante de Antares neste sábado, 27 de junho, provocando uma ocultação lunar da estrela mais brilhante da constelação de Escorpião. O fenômeno ocorrerá entre 10h e 14h16, pelo horário de Brasília, mas não poderá ser observado diretamente do território brasileiro.
A ocultação será visível principalmente em áreas do sudeste da Austrália, da Nova Zelândia, da Tasmânia, da Antártida e de ilhas localizadas no sul dos oceanos Índico e Pacífico.
No Brasil, a passagem da Lua exatamente à frente da estrela não será registrada. Após o pôr do sol, no entanto, será possível observar os dois astros muito próximos no céu, desde que as condições meteorológicas permitam.
Ocultação ocorre quando a Lua esconde uma estrela
Uma ocultação lunar acontece quando a Lua passa entre a Terra e uma estrela, planeta ou outro objeto distante. Para quem está dentro da faixa adequada de visibilidade, o astro parece desaparecer atrás do disco lunar e reaparecer algum tempo depois.
O fenômeno pode ser comparado visualmente a um eclipse, embora a denominação astronômica correta seja ocultação. Neste caso, Antares permanecerá no mesmo ponto do espaço, enquanto o movimento aparente da Lua fará com que a estrela seja temporariamente encoberta.
A previsão indica que o evento começará por volta das 10h e terminará às 14h16 no horário de Brasília. O horário exato do desaparecimento e do reaparecimento varia conforme a localização do observador.
Em algumas regiões, o fenômeno ocorrerá com a Lua em boa posição no céu. Em outras, poderá acontecer perto do horizonte ou durante o crepúsculo, o que dificulta a visualização mesmo com o auxílio de binóculos.
Faixa de visibilidade será limitada a poucas regiões
As ocultações lunares não podem ser observadas simultaneamente em todo o planeta. Isso acontece porque a Lua está relativamente próxima da Terra, a cerca de 384 mil quilômetros, e sua posição aparente muda conforme o ponto de observação.
Esse efeito é chamado de paralaxe lunar. A diferença na posição aparente da Lua entre regiões distantes pode chegar a cerca de dois graus, medida equivalente a aproximadamente quatro vezes o diâmetro aparente da Lua cheia.
Por esse motivo, enquanto moradores de algumas áreas verão Antares desaparecer atrás da Lua, observadores de outras regiões perceberão apenas uma aproximação entre os dois objetos.
A faixa prevista para a ocultação inclui o sudeste da Austrália, a Tasmânia, a Nova Zelândia, áreas da Antártida e territórios insulares do Hemisfério Sul. Fora desses locais, a trajetória da Lua não coincidirá completamente com a posição da estrela.

Brasil verá Lua e Antares próximas após o anoitecer
Embora a ocultação não seja visível do Brasil, a aproximação aparente poderá ser observada durante a noite de sábado. A Lua estará na fase gibosa crescente, com aproximadamente 96% de sua superfície iluminada.
Após o pôr do sol, os observadores deverão procurar a Lua e Antares na direção leste. A estrela aparecerá próxima do satélite natural e poderá ser reconhecida por sua coloração avermelhada.
A Lua e Antares atravessarão o céu ao longo da noite e seguirão em direção ao horizonte oeste. A visibilidade dependerá da presença de nuvens, da iluminação urbana e da existência de obstáculos, como prédios, árvores e elevações.
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Não será necessário utilizar telescópio para identificar os dois astros. Antares é suficientemente brilhante para ser observada a olho nu em condições favoráveis.
Binóculos podem facilitar a localização da estrela e também permitir a observação de detalhes da superfície lunar. Nas regiões próximas à divisão entre a parte iluminada e a área escura da Lua, crateras e planícies apresentam maior contraste.
Antares está a centenas de anos-luz da Terra
Antares, também identificada como Alpha Scorpii, é uma supergigante vermelha localizada na constelação de Escorpião. A estrela está a aproximadamente 550 a 600 anos-luz da Terra.
Sua massa é estimada entre 15 e 18 vezes a massa do Sol. O raio pode chegar a cerca de 883 vezes o raio solar, embora as medições variem de acordo com os métodos empregados pelos astrônomos.
Caso Antares fosse colocada no centro do Sistema Solar, suas camadas externas alcançariam uma região situada entre as órbitas de Marte e Júpiter. Apesar das grandes dimensões, sua densidade média é baixa quando comparada à do Sol.
A estrela apresenta magnitude próxima de 1 e está entre os objetos mais brilhantes do céu noturno. Ela também é classificada como variável lenta, pois sua luminosidade sofre pequenas alterações ao longo do tempo.
O nome Antares tem origem em uma expressão relacionada a Ares, o deus grego da guerra. A referência está ligada à cor avermelhada da estrela, semelhante à aparência de Marte no céu.
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