4 livros com mais de 600 páginas para encarar em 2026

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Há leitores que fogem de livros muito grossos. E há aqueles que enxergam neles um convite irresistível para uma imersão profunda, daquelas em que o mundo real desaparece por dias. Para quem gosta de narrativas extensas, complexas e cheias de camadas, 2026 pode ser o ano perfeito para enfrentar grandes “calhamaços” que recompensam cada página lida.

Sob a Redoma, de Stephen King (960 páginas)

Poucos autores conseguem explorar o comportamento humano em situações extremas como Stephen King. Em Sob a Redoma, uma pequena cidade chamada Chester’s Mill acorda isolada do resto do mundo por uma barreira invisível e inexplicável.

A redoma não é apenas um fenômeno físico, mas um catalisador social. À medida que os recursos escasseiam e a pressão psicológica aumenta, os moradores revelam seus lados mais obscuros. No centro do caos está Big Jim Rennie, político manipulador que vê no isolamento a oportunidade perfeita para consolidar poder.

King constrói uma narrativa sufocante, onde a tensão ecológica, política e humana cresce a cada capítulo. É um retrato perturbador de como a civilização pode ruir rapidamente quando não há para onde fugir.

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Amigo Imaginário, de Stephen Chbosky (770 páginas)

Conhecido por As Vantagens de Ser Invisível, Stephen Chbosky mergulha no terror psicológico em uma obra densa e atmosférica. Kate Reese foge de um relacionamento abusivo com o filho Christopher e se instala na pequena cidade de Mill Grove, que parece perfeita demais.

Quando o menino desaparece por seis dias e retorna ileso, mas profundamente diferente, a história ganha contornos inquietantes. Christopher passa a ouvir uma voz que o orienta a cumprir uma missão misteriosa: construir uma casa na árvore antes do Natal.

O livro mistura horror, suspense e drama emocional, criando uma narrativa que cresce lentamente até se transformar em algo grandioso e perturbador. É uma leitura que pede atenção constante e entrega uma experiência imersiva.

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Novembro de 63, de Stephen King (728 páginas)

Neste romance, King abandona o terror tradicional e aposta em uma ficção histórica com viagem no tempo. Jake Epping descobre um portal para 1958 escondido na despensa de uma lanchonete e percebe que pode alterar eventos do passado.

Movido inicialmente pelo desejo de ajudar um aluno, Jake acaba assumindo uma missão muito maior: impedir o assassinato do presidente John F. Kennedy. O livro reconstrói com riqueza de detalhes a atmosfera dos Estados Unidos nos anos 50 e 60, enquanto explora as consequências imprevisíveis de mexer na linha do tempo.

É uma obra sobre escolhas, destino e o peso das decisões, que prende o leitor pela ambientação minuciosa e pelo envolvimento emocional com os personagens.

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Mestre das Chamas, de Joe Hill (640 páginas)

Joe Hill, filho de Stephen King, prova aqui que herdou o talento para criar mundos intensos e perturbadores. Em Mestre das Chamas, uma epidemia misteriosa chamada Escama de Dragão faz com que pessoas entrem em combustão espontânea.

A enfermeira Harper Grayson descobre que está infectada enquanto carrega um bebê. Em meio ao colapso social, ela cruza o caminho de um homem conhecido como O Bombeiro, que protege os contaminados e enfrenta grupos violentos que querem eliminá-los.

O livro combina horror, drama humano e crítica social em uma narrativa extensa que acompanha a degradação da sociedade e as escolhas feitas em situações extremas.

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Conclusão

Encarar um livro de 600, 700 ou 900 páginas pode parecer desafiador, mas a recompensa é proporcional ao tempo investido. Sob a Redoma, Amigo Imaginário, Novembro de 63 e Mestre das Chamas são leituras ideais para quem quer se perder em histórias longas, bem construídas e emocionalmente marcantes. Em 2026, esses calhamaços podem se tornar as leituras mais memoráveis do ano.

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