Polícia Civil investiga morte de jovem agredido por suspeita equivocada de homicídio em Ponta Grossa. Verdadeiro autor do crime já foi preso.
A Polícia Civil do Paraná investiga a morte de um jovem de 23 anos ocorrida em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, após ele ter sido agredido por pessoas que o acusavam de um homicídio que não cometeu. A vítima, identificada como Deivison Andrade de Lima, foi atacada dois dias após a morte de Kelly Cristina Ferreira de Quadros, encontrada sem vida no último dia 16.
De acordo com informações divulgadas pelo investigador Luis Gustavo Timossi ao telejornal Meio Dia Paraná, familiares da mulher morta teriam acusado Deivison de envolvimento no crime. A Polícia Civil confirmou que o jovem conhecia Kelly, mas não tinha qualquer participação no homicídio.
As agressões ocorreram no dia 18. Deivison foi socorrido e internado em um hospital de Ponta Grossa, onde permaneceu por oito dias. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 26. A corporação informou que investigações estão em andamento para identificar os responsáveis pelo ataque.
Até o momento, a Polícia Civil não confirmou a identidade dos suspeitos pelas agressões nem se existe relação direta entre eles e a família da vítima do homicídio. O caso segue sob apuração.
Paralelamente, a investigação sobre a morte de Kelly Cristina Ferreira de Quadros avançou com a identificação e prisão de um suspeito. Um homem de 43 anos foi detido após ser reconhecido por policiais em imagens de câmeras de segurança que o registraram caminhando ao lado da vítima em direção ao local onde o corpo foi encontrado.
Inicialmente, o homem negou envolvimento no crime, mas acabou confessando após ser confrontado com as provas reunidas pela investigação. Segundo a Polícia Civil, o homicídio teria sido motivado por um desentendimento durante o consumo de entorpecentes.
Em depoimento, o suspeito afirmou ter utilizado um pedaço de madeira e uma pedra para golpear a vítima. Ele também indicou o local onde descartou roupas e objetos com vestígios de sangue, que foram recolhidos para perícia.
A Polícia Civil informou que continua apurando as circunstâncias que levaram às agressões contra Deivison e busca esclarecer a motivação e a autoria do ataque. O espaço permanece aberto para manifestações das famílias envolvidas.

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