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Convênio com a Itaipu amplia estrutura do serviço de reciclagem em Barracão

Projeto desenvolvido com apoio da Itaipu Binacional realizou melhorias e aquisição de equipamentos para o galpão de reciclagem

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A Associação de Recicladores do município de Barracão executa um trabalho de coleta, triagem e destinação de resíduos recicláveis que atende também os municípios de Bom Jesus do Sul e Dionísio Cerqueira. As atividades são realizadas no galpão de reciclagem de Barracão e fazem parte de um projeto viabilizado por meio de convênio com a Itaipu Binacional, em parceria com o Itaipu Parquetec e o Consórcio Intermunicipal de Saneamento do Paraná – CISPAR.

A iniciativa tem como foco a reestruturação do serviço, a melhoria das condições de trabalho e o aumento da eficiência da coleta seletiva na região.

O convênio está em vigor desde meados de 2025 e foi firmado com a Prefeitura de Barracão. O projeto tem duração inicial prevista de dois anos, com possibilidade de prorrogação, e prevê o acompanhamento técnico, aquisição de equipamentos e adequações na estrutura física do galpão de reciclagem.

A técnica da Unidade de Valorização de Resíduos da Associação de Barracão, Tânia Grespan, explica como o convênio foi estruturado e qual é a participação de cada instituição envolvida.

“Se trata de um convênio tripartite, entre a Itaipu Binacional, Itaipu Parquetec e a CISPAR, onde a Itaipu Binacional entrou com toda a parte de recurso financeiro, o Itaipu Parquetec entrou com a parte técnica do projeto e o CISPAR entrou com a compra e licitação de todos os equipamentos”, explicou Tânia.

Com os recursos do projeto, a associação passou a contar com novos equipamentos, ampliando a capacidade operacional do galpão e qualificando o trabalho realizado diariamente pelos recicladores. Entre os itens adquiridos estão esteira de triagem, empilhadeira, prensas, balança e um caminhão-baú utilizado na coleta dos materiais.

Atualmente, o galpão de reciclagem atende os municípios de Barracão e Bom Jesus do Sul e deverá voltar a receber os resíduos recicláveis de Dionísio Cerqueira, concentrando a triagem em uma única estrutura. A ampliação do atendimento regional aumenta o volume de material processado e reforça a necessidade de participação da população na separação correta dos resíduos.

A chefe do setor de saneamento básico de Barracão, Elaine Benedet, explica como funciona o atendimento aos municípios e destaca a importância da colaboração da comunidade.

“Serão três municípios trazendo os recicláveis para triagem, e isso vai demandar muito mais trabalhos de nossas equipes, por isso precisamos tanto da conscientização da população para separar o lixo corretamente, colocar no lixeiro no dia certinho da coleta, mas principalmente fazer a separação correta, o orgânico no orgânico e o reciclável no reciclável”, destacou Elaine.

De acordo com ela, a separação inadequada dos resíduos ainda é um dos principais desafios enfrentados pela equipe do galpão. A mistura de materiais recicláveis com resíduos orgânicos e rejeitos dificulta o processo de triagem e reduz a quantidade de material que efetivamente segue para a reciclagem.

Segundo ela, o município distribui material informativo com orientações sobre o que pode ou não ser reciclado, além dos dias corretos da coleta em cada bairro.

“A separação correta é o mais importante, lixo molhado é lixo orgânico. Garrafa de pet, vidro, papelão, isso sim é reciclável, no entanto, a caixa de pizza engordurada não é reciclável, a parte limpa sim, papel que a gente faz fritura em casa não é reciclável. Nós queremos uma cidade limpa, boa para viver e para isso as pessoas precisam se conscientizarem”, afirmou.

No cotidiano do galpão, os recicladores lidam diretamente com as consequências da separação incorreta do lixo. A vice-presidente da UVR, Zenaide, relata as principais dificuldades enfrentadas durante o trabalho de triagem.

“A nossa maior dificuldade é que o pessoal não tem muita consciência, ele mistura muito, vem muito papel higiênico, vem muita fralda, vem muita comida. Isso dificulta muito o nosso trabalho na hora de fazer a triagem do material. Se o pessoal se conscientizasse um pouco, o nosso trabalho seria bem mais fácil. E mais uma vez, papel higiênico, fraldas, resto de alimentos, roupas, não são recicláveis,”, destacou.

Além da estrutura física e dos equipamentos, o projeto prevê ações de apoio à população, como a distribuição de sacolas de ráfia para o armazenamento do material reciclável nas residências. Os materiais são recolhidos no dia da coleta e as sacolas devolvidas às famílias para reutilização.

O projeto busca consolidar um sistema regional de reciclagem com maior eficiência operacional e melhor organização do serviço, dependendo da atuação integrada do poder público, da associação de recicladores e da participação da população na separação adequada dos resíduos.

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