Inflação desacelera em abril, mas gasolina, leite e alimentos seguem pressionando o bolso dos brasileiros

Inflação desacelera em abril, mas gasolina, leite e alimentos seguem pressionando o bolso dos brasileiros

Dados do IBGE mostram que a inflação oficial do Brasil ficou em 0,67% em abril. Gasolina, leite, carnes e medicamentos estão entre os itens que mais subiram no período.

O IBGE divulgou nesta terça-feira os dados do IPCA de abril, que registrou alta de 0,67%. O índice apresentou desaceleração em relação a março, quando a inflação oficial do país havia ficado em 0,88%. No acumulado de 2026, a inflação soma 2,60%, enquanto nos últimos 12 meses o percentual chegou a 4,39%.

O IPCA, considerado o principal indicador da inflação no Brasil, mede a variação de preços para famílias com renda entre um e 40 salários mínimos.

Entre os grupos pesquisados, alimentação e bebidas apresentou a maior variação em abril, com alta de 1,34%. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento de preços de itens consumidos dentro de casa, como leite longa vida, carnes, cenoura, cebola e tomate.

De acordo com o gerente da pesquisa do IBGE, José Fernando Gonçalves, a redução na oferta de alguns alimentos e fatores climáticos contribuíram para o aumento dos preços. Sobre o leite, ele explicou que o período mais seco reduz a disponibilidade de pastagem, aumentando os custos de produção com a necessidade de suplementação alimentar do rebanho.

José Fernando também destacou que a alta dos combustíveis influencia diretamente o custo do transporte e, consequentemente, o preço final dos alimentos.

A gasolina teve o maior impacto individual no índice de abril, com alta de 1,86%, enquanto o diesel subiu 4,46%. Os combustíveis seguem pressionados pelo cenário internacional, especialmente pelas tensões no Oriente Médio, que afetam o mercado global de petróleo.

O grupo saúde e cuidados pessoais também apresentou elevação, com alta de 1,16%, puxada principalmente pelo reajuste autorizado nos medicamentos.

Inflação desacelera em abril, mas gasolina, leite e alimentos seguem pressionando o bolso dos brasileiros

Veja produtos que pesaram no bolso

  1. Gasolina: alta de 1,86% (impacto de 0,10 p.p.)
  2. Leite longa vida: alta de 13,66% (0,09 p.p.)
  3. Produtos farmacêuticos: alta de 1,77% (0,06 p.p.)
  4. Higiene pessoal: alta de 1,57% (0,06 p.p.)
  5. Gás de botijão: alta de 3,74% (0,05 p.p.)
  6. Carnes: alta de 1,59% (0,04 p.p.)
  7. Energia elétrica residencial: alta de 0,72% (0,03 p.p.)
  8. Cenoura: alta de 26,63% (0,02 p.p.)
  9. Cebola: alta de 11,76% (0,02 p.p.)
  10. Tomate: alta de 6,13% (0,02 p.p.)

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