História do maior casal criminoso

FONTE: Wikipédia

Bonnie Parker e Clyde Barrow são nomes que ecoam na história americana como o arquétipo do casal criminoso. Mas quem eram essas pessoas antes de se tornarem sinônimos de violência e perseguição policial? Neste artigo, vamos explorar os antecedentes de Bonnie e Clyde, desde suas origens humildes até o momento em que se uniram para desencadear uma onda de crime que abalou os Estados Unidos durante a Grande Depressão.

Bonnie Elizabeth Parker e Clyde Chestnut Barrow eram dois jovens de origens modestas que se encontraram em um momento de turbulência econômica e social nos Estados Unidos. Suas vidas convergiram em uma jornada tumultuada que culminaria em tragédia, mas antes disso, cada um deles tinha uma história única para contar.

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Bonnie Parker

Bonnie Elizabeth Parker teve uma infância marcada pela pobreza e adversidades após a morte de seu pai quando ela tinha apenas quatro anos. Apesar das dificuldades financeiras, destacou-se na escola, sendo uma excelente aluna de inglês e redação, além de escrever poemas de qualidade. Seu talento literário foi reconhecido em concursos locais de literatura. Aos quinze anos, casou-se com Roy Thornton, mas o casamento foi interrompido quando Roy foi condenado à prisão. Em 1930, conheceu Clyde Barrow, com quem se apaixonou e seguiu para uma vida de crimes e aventuras. Juntos, eles formaram uma quadrilha que aterrorizou os Estados Unidos, cometendo assaltos a bancos, lojas e postos de gasolina, até serem emboscados e mortos em 1934.

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Foto: Medium

Clyde Barrow

Clyde Chestnut Barrow nasceu em uma família pobre de fazendeiros e desde jovem se envolveu com a polícia e o crime. Aos 16 anos, foi preso pela primeira vez por fugir de um policial enquanto dirigia um carro alugado que não havia devolvido. Continuou praticando furtos e roubos, preferindo assaltar postos de gasolina e lojas. Apesar de ser reconhecido como assaltante de bancos, sua preferência eram os pequenos roubos. Contrariando a imagem fria retratada no filme “Bonnie & Clyde: Uma Rajada de Balas”, seu objetivo não era a fama ou riqueza, mas vingar-se do sistema carcerário americano pelos abusos que sofreu. Após conhecer Bonnie Parker em 1930, juntamente com seu irmão Buck e Blanche, formaram a Barrow Gang, aterrorizando os EUA com assaltos e assassinatos até serem mortos em uma emboscada policial em 1934.

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Foto: Wikipédia

A carta

Antes de morrer, durante a fuga, Clyde escreveu uma carta endereçada a Henry Ford, elogiando a excelente mecânica V8 dos Fords que construiu. Abaixo, o texto da carta:

“Tulsa Oklahoma
10 de abril
Sr. Henry Ford
Detroit Michigan

Prezado senhor,

Enquanto ainda tenho ar em meus pulmões, escrevo para dizer que carro elegante o senhor construiu. Eu dirigi exclusivamente Fords quando consegui roubar um. Para correr e ficar longe de problemas, o Ford deixa os outros carros comendo poeira, e, embora meu trabalho não seja estritamente legal, não faz mal dizer o veículo magnífico que é o seu V8.

Sinceramente,

Clyde Chestnut Barrow

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Carta original escrita por Clyde e foto do carro Ford
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Foto do carro original em exposição

Filme

O filme “Bonnie and Clyde”, lançado em 1967 e dirigido por Arthur Penn, foi um grande sucesso de bilheteria, indicado a dez Oscars e vencedor de dois prêmios, tornando-se um ícone do cinema hollywoodiano pela intensidade de suas cenas. Em 2019, a Netflix produziu “The Highwaymen” (Estrada Sem Lei), estrelado por Kevin Costner e Woody Harrelson, que aborda a perseguição do casal pela polícia, especialmente pelos “Texas Rangers”, liderados pelo capitão Francis Augustus Hamer e seu parceiro Benjamin Maney Gault, iniciando com a fuga de Clyde da prisão em março de 1934.

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Cena do filme
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