Secretaria de Estado da Saúde alerta para a redução dos estoques de sangue O+ e O- no Paraná e reforça a importância da doação regular durante a campanha Junho Vermelho.
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, por meio do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná, reforçou o pedido para doações de sangue dos tipos O positivo e O negativo durante a campanha Junho Vermelho, mês dedicado à conscientização sobre a importância da doação de sangue.
O chamado ocorre em razão da redução dos estoques desses tipos sanguíneos em diferentes regiões do Estado. A rede estadual de hemoterapia é responsável pelo abastecimento de mais de 380 hospitais paranaenses, por meio das 23 unidades da Hemorrede distribuídas no Paraná.
O sangue O negativo tem importância nos atendimentos de emergência, pois pode ser utilizado em pacientes de qualquer grupo sanguíneo quando não há tempo suficiente para a realização de exames de compatibilidade. Já o tipo O positivo, presente em grande parte da população, está entre os mais requisitados pelos hospitais em razão da demanda transfusional.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destacou que a manutenção dos estoques depende da participação regular dos doadores.
“O sistema de saúde depende da solidariedade da população para manter os estoques abastecidos. A doação é um ato voluntário que ajuda diretamente pacientes que necessitam de transfusões constantes, em cirurgias, tratamentos e situações de urgência em todo o Paraná. O Junho Vermelho chega, justamente, para ampliar essa conscientização na população, de que a doação de sangue é o passo fundamental para que possamos salvar vidas”, afirmou César Neves.


Segundo os dados apresentados pela Secretaria da Saúde, as doações de sangue vêm crescendo no Paraná nos últimos anos. Em 2023, foram coletadas 187.128 bolsas. Em 2024, o número subiu para 203.925. Em 2025, o total chegou a 214.377 bolsas, o que representa aumento próximo de 15% no período.
Em 2026, até o momento, foram contabilizadas 86.130 bolsas de sangue coletadas no Estado. O volume é 3% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado.
As bolsas coletadas são utilizadas na manutenção dos atendimentos hospitalares, especialmente em cirurgias de média e alta complexidade. O sangue e os hemocomponentes são necessários em procedimentos como transplantes, cirurgias cardíacas, ortopédicas e neurológicas, além do atendimento a vítimas de traumas graves.
Os hemocomponentes também são empregados no acompanhamento pós-operatório de pacientes com anemia, alterações de coagulação ou necessidade de recuperação clínica mais intensa. A regularidade dos estoques nos hemocentros é considerada essencial para reduzir o risco de adiamento de cirurgias eletivas e garantir resposta adequada em situações de urgência e emergência.
Atualmente, a Hemorrede Paranaense atende 96,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde no Paraná. A estrutura fornece sangue e hemocomponentes para tratamentos oncológicos, transplantes, atendimentos de urgência e outras terapias que dependem de transfusões.
Cada doação coleta, em média, entre 450 mililitros e 470 mililitros de sangue. Após o processamento, o material pode ser separado em hemácias, plasma, plaquetas e crioprecipitado. Com isso, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas.
Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos completos. No caso de menores de idade, é necessária autorização e acompanhamento do responsável legal. Homens podem realizar até quatro doações por ano, com intervalo mínimo de dois meses entre as coletas. Mulheres podem doar até três vezes ao ano, respeitando intervalo mínimo de três meses.
Para doar, o voluntário deve pesar mais de 50 quilos, estar alimentado, hidratado e descansado. Também é recomendado evitar alimentos gordurosos nas horas anteriores à doação. A apresentação de documento oficial com foto é obrigatória.
O Dia Mundial do Doador de Sangue é celebrado em 14 de junho. A data busca reconhecer a contribuição dos voluntários que realizam doações regulares e reforçar a necessidade de manter os estoques abastecidos ao longo de todo o ano.
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Lara Gabriely escreve sobre assuntos locais, mas também sobre assuntos relacionados à política dos estados do Paraná e Santa Catarina, além de outros fatos interesse regional.
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