Governo federal estuda liberar parte do FGTS para quitar dívidas e prepara pacote com medidas para reduzir o endividamento das famílias brasileiras.
O governo federal avalia a liberação de parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o refinanciamento de dívidas de famílias brasileiras. A medida está em análise pela equipe econômica, que prepara um pacote de ações voltado à redução do endividamento, com previsão de apresentação nos próximos dias.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a proposta está sendo discutida em conjunto com o Ministério do Trabalho. Entre as alternativas estudadas está também a criação de um fundo garantidor, que poderá viabilizar descontos nas renegociações de débitos.
O pacote em elaboração prevê mecanismos para facilitar o pagamento de dívidas, especialmente entre famílias em situação de maior vulnerabilidade. Entre as medidas em análise está a definição de contrapartidas para os beneficiários, incluindo limites que evitem o retorno ao endividamento após a renegociação.
O tema foi discutido em reunião no Palácio do Planalto, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de ministros das áreas econômica e administrativa, como Dario Durigan, Miriam Belchior, Luiz Marinho, Esther Dweck e Bruno Moretti. O vice-presidente Geraldo Alckmin também participou do encontro.
De acordo com o ministro da Fazenda, a reunião teve como objetivo apresentar um desenho inicial das medidas. “Hoje a gente ofereceu uma primeira perspectiva para o presidente do desenho. Vai ter mais de uma linha, seja para família, seja para o trabalhador informal, seja para o MEI e para a pequena empresa. Para que a gente consiga renegociar a dívida e oferecer uma condição melhor para essas pessoas”, afirmou.
A iniciativa ocorre em um contexto de aumento do endividamento das famílias brasileiras. Dados da Confederação Nacional do Comércio indicam que mais de 80% dos lares estavam endividados em março de 2026, o maior índice já registrado.
O governo também considera a relação entre juros elevados e o nível de endividamento, além dos resultados do programa Desenrola, lançado em 2023 para facilitar a renegociação de dívidas. A equipe econômica apresentou ainda dados sobre o impacto de linhas de crédito com taxas mais altas, como cheque especial e cartão de crédito.
O presidente solicitou a elaboração de propostas que contribuam para melhorar a capacidade de pagamento da população e ampliar o acesso a condições mais favoráveis de crédito. Em declarações recentes, afirmou que busca medidas para facilitar a quitação de dívidas e incentivar uma gestão mais equilibrada do orçamento familiar.

Fonte: SCC
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