Governadores sinalizam rejeição à proposta de zerar ICMS do diesel

Governadores rejeitam proposta de Lula de zerar ICMS do diesel

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A maioria dos governadores tende a rejeitar a proposta apresentada pelo Governo Federal para zerar temporariamente o ICMS sobre a importação do diesel. A medida foi sugerida como forma de conter a alta nos preços do combustível, mas enfrenta resistência das unidades da federação, que apontam impacto significativo na arrecadação.

A proposta da União prevê a suspensão do ICMS incidente sobre o diesel importado até o fim de maio. Em contrapartida, o Governo Federal se comprometeu a compensar metade das perdas financeiras dos estados. Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, a isenção representaria um custo mensal de aproximadamente R$ 3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão ressarcido pela União a cada mês.

Secretários estaduais da Fazenda avaliam que abrir mão da arrecadação não é viável diante das atuais condições fiscais. O ICMS é uma das principais fontes de receita dos estados e financia áreas essenciais, além de compor os repasses obrigatórios aos municípios. Como se trata de um tributo estadual, cada Governo tem autonomia para decidir sobre alterações nas alíquotas.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), apresentou uma contraproposta que deverá ser discutida na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O objetivo é buscar alternativa que reduza impactos ao consumidor sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

Em nota, o Governo do Paraná informou que atua em conjunto com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) para encontrar soluções que preservem o equilíbrio fiscal e os repasses constitucionais aos municípios. O Estado defende que qualquer mudança na tributação do diesel seja construída a partir de consenso entre as unidades federativas. Também ressaltou que os Estados ainda enfrentam reflexos financeiros das leis complementares aprovadas em 2022, que reduziram as alíquotas de combustíveis.

Governadores sinalizam rejeição à proposta de zerar ICMS do diesel

O Ministério da Fazenda afirmou que mantém diálogo aberto com os governadores para tentar construir entendimento comum. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou publicamente o pedido para que os estados reduzam o ICMS sobre combustíveis, mencionando os efeitos internos da alta do petróleo em razão do conflito no Oriente Médio. O presidente voltou a criticar aumentos nos preços do álcool e da gasolina e defendeu medidas para evitar repasses excessivos ao consumidor.

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A proposta formal foi apresentada após manifestações públicas anteriores do presidente, que já havia solicitado, de forma informal, a colaboração dos governadores. Posteriormente, técnicos do Ministério da Fazenda se reuniram com representantes estaduais para detalhar a compensação financeira oferecida.

Paralelamente às negociações com os estados, o governo federal anunciou redução de tributos federais sobre o diesel e a concessão de subsídios a produtores e importadores. A preocupação do Executivo é mitigar o impacto nos custos logísticos e, consequentemente, nos preços de alimentos e demais produtos.

O Planalto também prepara medidas para reforçar a fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete e aplicar penalidades a empresas que descumprirem a regra. A estratégia busca evitar uma possível paralisação de caminhoneiros diante da elevação do preço do diesel, cenário que poderia ampliar os efeitos econômicos da alta internacional do petróleo.

Fonte: G1

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