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Gordura no fígado: veja os alimentos que ajudam a reverter o quadro e os erros que pioram a saúde hepática

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A presença de gordura no fígado, condição conhecida como esteatose hepática, tem se tornado cada vez mais comum na população brasileira. Ligada principalmente ao excesso de peso, ao sedentarismo e à alimentação inadequada, a doença pode evoluir silenciosamente e trazer complicações quando não há mudança de hábitos. Embora muitas pessoas busquem soluções rápidas, especialistas são enfáticos: não existe alimento milagroso capaz de eliminar a gordura hepática de forma isolada.

Nutricionistas destacam que a melhora do fígado depende de um conjunto de fatores, especialmente de uma alimentação equilibrada mantida ao longo do tempo. A regularidade e a qualidade do que se consome diariamente são determinantes para reduzir a inflamação, melhorar o metabolismo das gorduras e restaurar o funcionamento adequado do órgão.

De acordo com a nutricionista Juliana Andrade, em entrevista ao jornal Metrópoles, a recuperação da saúde hepática não ocorre com medidas pontuais. “Não existe um único alimento capaz de resolver o problema sozinho. O resultado vem da combinação de uma dieta balanceada com mudanças no estilo de vida”, explicou.

Entre os alimentos mais indicados para quem deseja reduzir a gordura no fígado estão os vegetais de folhas verde-escuras. Couve, rúcula, espinafre, agrião e brócolis ocupam posição de destaque por serem ricos em fibras, antioxidantes e compostos bioativos. Esses nutrientes auxiliam no processo de desintoxicação natural do organismo e contribuem para a redução da inflamação hepática.

As fibras presentes nesses vegetais também desempenham papel importante no controle da glicemia e do colesterol, fatores diretamente relacionados ao acúmulo de gordura no fígado. Além disso, os antioxidantes ajudam a combater o estresse oxidativo, que pode agravar danos nas células hepáticas.

Outro grupo alimentar recomendado inclui peixes ricos em ômega-3, como salmão, sardinha e atum. O ômega-3 possui ação anti-inflamatória e está associado à melhora do perfil lipídico, favorecendo o equilíbrio entre as gorduras no organismo. Estudos apontam que o consumo regular desse tipo de gordura saudável pode contribuir para reduzir os níveis de triglicerídeos, frequentemente elevados em pessoas com esteatose hepática.

O azeite de oliva extravirgem também aparece como aliado importante. Fonte de gorduras monoinsaturadas, ele auxilia no controle do colesterol e pode favorecer o metabolismo das gorduras no fígado quando utilizado com moderação dentro de uma dieta equilibrada.

Alimentos como abacate, sementes, leguminosas e grãos integrais completam a lista de opções benéficas. Feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha oferecem proteínas vegetais e fibras que ajudam a manter a saciedade e a estabilidade dos níveis de açúcar no sangue. Já os cereais integrais, como arroz integral, aveia e quinoa, substituem as versões refinadas e promovem melhor resposta metabólica.

Se por um lado há alimentos que favorecem a saúde hepática, por outro existem hábitos que aceleram o acúmulo de gordura no fígado. O consumo excessivo de açúcar é um dos principais fatores de risco. Refrigerantes, doces, bolos, biscoitos recheados e sucos industrializados concentram grandes quantidades de açúcares simples, que são rapidamente metabolizados e podem se transformar em gordura.

Os ultraprocessados também merecem atenção. Produtos industrializados ricos em sódio, conservantes, gorduras saturadas e aditivos químicos sobrecarregam o organismo e contribuem para o desequilíbrio metabólico. Farinhas refinadas, presentes em pães brancos, massas e salgados industrializados, elevam rapidamente a glicose no sangue e favorecem o armazenamento de gordura.

O álcool é outro elemento prejudicial à saúde do fígado. Mesmo em quantidades consideradas moderadas, o consumo frequente pode intensificar o processo inflamatório e comprometer a função hepática, especialmente em pessoas que já apresentam esteatose.

Especialistas ressaltam que a redução da gordura no fígado envolve não apenas a escolha correta dos alimentos, mas também a adoção de um estilo de vida ativo. A prática regular de exercícios físicos melhora a sensibilidade à insulina, auxilia na perda de peso e contribui diretamente para a diminuição da gordura acumulada no órgão.

A hidratação adequada, o controle do peso corporal e o acompanhamento médico também são medidas fundamentais. Em muitos casos, a esteatose hepática é diagnosticada em exames de rotina, e a intervenção precoce aumenta significativamente as chances de reversão do quadro.

Portanto, a estratégia mais eficaz para reduzir a gordura no fígado não está em dietas radicais ou soluções imediatas, mas em mudanças graduais e sustentáveis. Incluir vegetais, gorduras saudáveis e alimentos integrais na rotina, enquanto se reduz açúcar, álcool e produtos ultraprocessados, é um caminho seguro e respaldado por evidências científicas.

A saúde do fígado reflete diretamente os hábitos adotados no dia a dia. Pequenas decisões feitas de forma consistente podem resultar em grandes benefícios ao longo do tempo, protegendo um dos órgãos mais importantes do corpo humano e prevenindo complicações futuras.

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