Um incidente incomum e tenso marcou a preparação de um voo no Aeroporto Internacional Pearson, em Toronto, no Canadá. Um funcionário de aeroporto ficou preso acidentalmente no compartimento de carga de uma aeronave pouco antes da decolagem, situação que só veio à tona após passageiros ouvirem gritos vindos da parte inferior do avião.
O episódio ocorreu em um voo da Air Canada Rouge com destino à cidade de Moncton. A aeronave já havia iniciado o deslocamento em direção à pista quando o comportamento da tripulação chamou a atenção dos passageiros. O avião chegou a parar repentinamente durante o taxiamento, o que aumentou a apreensão a bordo.
Uma das passageiras, Gabrielle Caron, relatou à CBC que percebeu algo fora do normal ao notar a movimentação intensa dos comissários pelos corredores. Segundo ela, o clima de tranquilidade típico antes da decolagem deu lugar a um ambiente de nervosismo e incerteza.
Do fundo da aeronave, outros passageiros também relataram momentos de tensão. Stephanie Cure afirmou que ouviu sons abafados semelhantes a pedidos de socorro, o que levou alguns ocupantes a alertarem imediatamente a tripulação. A informação foi repassada ao comandante, que acionou a segurança do aeroporto.
Pouco depois, o piloto deixou a cabine e comunicou aos passageiros que um funcionário havia ficado preso no porão do avião. Em um vídeo que circulou nas redes sociais, o comandante afirmou nunca ter presenciado uma situação semelhante e destacou que esperava que aquele tipo de ocorrência não se repetisse.
Para tranquilizar os mais de 100 passageiros, o trabalhador foi retirado do compartimento de carga em segurança e, em seguida, entrou na cabine para se apresentar. Ele demonstrou estar bem e sem ferimentos, reforçando que o episódio não passou de um grande susto.
Em nota oficial, a Air Canada informou que as portas do compartimento de carga foram fechadas inadvertidamente enquanto o funcionário ainda se encontrava no local. De acordo com relatos ouvidos a bordo, o trabalhador seria um funcionário extra que auxiliava nas operações em solo e, por isso, não constava na lista formal da equipe designada para aquele voo.
Apesar do impacto emocional do episódio, ninguém ficou ferido e o voo pôde prosseguir após os procedimentos de segurança. O caso reacende discussões sobre protocolos operacionais em aeroportos e a importância de checagens rigorosas antes da liberação de aeronaves para decolagem.
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