A Federação Paulista de Futebol (FPF) decidiu afastar, por tempo indeterminado, o árbitro Vinicius Pinto Tonollo e o assistente Jefferson Yago Franco Pinto após um erro considerado grave durante a partida entre Palmeiras e Monte Roraima, válida pela Copa São Paulo de Futebol Júnior. O confronto aconteceu na noite de segunda-feira (5), na Arena Barueri, e terminou com vitória do Palmeiras por 4 a 2, mas foi marcado por um lance que gerou forte repercussão e protestos.
A decisão foi tomada após reunião realizada pela FPF na tarde de terça-feira (6). A entidade avaliou os acontecimentos da partida e entendeu que houve falha clara na condução da arbitragem, especialmente na validação do quarto gol do Palmeiras, que acabou alterando de forma significativa o rumo do jogo.
O lance polêmico ocorreu aos 30 minutos do segundo tempo. Arthur, jogador do Palmeiras, arriscou um chute de fora da área. A bola acertou o travessão e, em seguida, quicou no gramado, distante da linha do gol. Mesmo assim, o assistente Jefferson Yago Franco Pinto correu em direção ao meio do campo, sinalizando que a bola havia ultrapassado completamente a linha, confirmando o gol. O árbitro Vinicius Pinto Tonollo, acompanhando a indicação do auxiliar, validou o lance imediatamente.
Imagens da transmissão e registros posteriores deixaram claro que a bola não entrou. O quique ocorreu fora da linha do gol, caracterizando um erro evidente de arbitragem. O posicionamento do assistente também foi questionado, já que ele não estava alinhado corretamente para ter visão precisa do lance, o que contribuiu para a decisão equivocada.
A reação do Monte Roraima foi imediata. A comissão técnica e os jogadores demonstraram indignação com a marcação, alegando prejuízo direto no momento mais sensível da partida. Pouco antes do lance, a equipe havia diminuído a vantagem para 3 a 2, reacendendo a disputa e abrindo espaço para uma possível pressão nos minutos finais. O gol irregular praticamente encerrou qualquer chance de reação.
Além do quarto gol, o Monte Roraima também reclamou do segundo gol do Palmeiras. Segundo a equipe, a jogada teria sido irregular, pois a bola teria tocado na mão do atacante Fábio antes de ele empurrar para o fundo da rede. Embora esse lance não tenha sido o principal motivo do afastamento, ele reforçou o clima de insatisfação com a arbitragem ao longo da partida.
A FPF, em nota interna, avaliou que o erro cometido foi incompatível com os padrões exigidos para a competição, mesmo se tratando de um torneio de base. A Copinha é considerada uma das principais vitrines do futebol brasileiro, reunindo clubes tradicionais e revelando talentos que, muitas vezes, chegam rapidamente ao futebol profissional. Por isso, a entidade destacou a necessidade de rigor técnico e credibilidade na arbitragem.
Vinicius Pinto Tonollo, de 22 anos, e Jefferson Yago Franco Pinto, de 30, foram afastados sem prazo definido para retorno às atividades. A federação não informou se haverá reciclagem, novos testes ou outras medidas disciplinares, limitando-se a afirmar que a decisão visa preservar a integridade da competição e reforçar a confiança nos critérios de arbitragem.
O episódio reacendeu debates sobre a ausência do árbitro de vídeo (VAR) na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Em competições profissionais, lances semelhantes costumam ser rapidamente revisados, evitando erros dessa magnitude. Na Copinha, no entanto, a arbitragem segue dependente exclusivamente da interpretação em campo, o que aumenta a responsabilidade dos oficiais.
Apesar da polêmica, o resultado foi mantido. O Palmeiras segue com a vitória por 4 a 2 e continua sua campanha no Grupo 27 do torneio. Além do Verdão e do Monte Roraima, o grupo conta ainda com o Batalhão, do Tocantins, e o Remo, do Pará, que também disputam vagas na próxima fase.
O Palmeiras volta a campo pela Copinha na próxima quinta-feira (8), às 19h30, novamente na Arena Barueri, onde enfrenta o Batalhão-TO. A expectativa é de um ambiente mais tranquilo, mas o episódio recente mantém a arbitragem sob atenção redobrada por parte de clubes, torcedores e da própria federação.
O afastamento dos árbitros sinaliza que a FPF reconheceu a gravidade do erro e busca dar uma resposta institucional. Ainda assim, o caso reforça a discussão sobre aprimoramento da arbitragem em competições de base, que, apesar de formativas, têm impacto esportivo e emocional significativo para clubes e atletas.

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