Nem todos os filmes de romance precisam terminar com um beijo na chuva ou reencontros felizes. Alguns diretores preferiram retratar o amor de um forma diferente, de um jeito cru, imperfeito e realista, já que quase sempre o amor não é mil maravilhas. E é justamente nessa melancolia e não-romantismo que eles tocam profundamente quem está assistindo.
“Ela” (Her, 2013)
Num futuro próximo, Theodore, um homem solitário e sensível, desenvolve uma relação amorosa com um sistema operacional de inteligência artificial chamado Samantha. O que começa como uma conexão surpreendentemente íntima logo se torna um romance profundo, levantando questões sobre o que realmente significa amar — e ser amado.
“Azul é a Cor Mais Quente” (2013)
Adèle é uma adolescente que descobre sua identidade e sua sexualidade ao se apaixonar por Emma, uma jovem artista de cabelos azuis. O filme acompanha o florescimento e o declínio da relação intensa e transformadora entre elas, marcada por paixão, descobertas e dores profundas. Entretanto, apesar de ser um filme bonito e aparentar ser feliz, o final não é tanto para quem estava esperando que elas ficassem juntas.
“Me Chame Pelo Seu Nome” (2017)
Durante um verão na Itália dos anos 1980, o jovem Elio vive um romance intenso com Oliver, um estudante que trabalha com seu pai. O filme captura a beleza e a dor do primeiro amor, o despertar do desejo e a inevitável melancolia das histórias que não são feitas para durar. Esse é um filme que teve muitas críticas pela diferença de idade dos personagens, mas poucos perceberam que na verdade isso é uma reflexão sobre “o amor é cego” já que depois de se apaixonarem um pelo outro, esquecem totalmente dos desafios e diferenças entre eles.
“Encontros e Desencontros” (2003)
Dois estranhos, Bob e Charlotte, se conhecem em Tóquio enquanto enfrentam crises pessoais e existenciais. Perdidos em suas próprias solidões e na cultura ao redor, eles desenvolvem uma conexão silenciosa e tocante, cheia de conversas sutis, olhares longos e sentimentos nunca totalmente verbalizados.
LEIA MAIS: As melhores frases de Game of Thrones sobre motivação e liderança
“Namorados para Sempre” (2010)
O filme alterna entre o início apaixonado e o fim doloroso do relacionamento de Dean e Cindy. Mostrando como o amor pode florescer e, com o tempo, se desgastar, a obra é um retrato cru, íntimo e sincero das dificuldades em manter uma relação quando o sentimento já não basta.
“500 Dias com Ela” (2009)
Tom relembra os altos e baixos de seu relacionamento com Summer, uma mulher que não acredita no amor romântico. Neste filme vemos como Tom idealizou tanto a ideia de que Summer era sua alma gêmea e que iriam ficar juntos quando na verdade ela nunca sentiu por ele algo romântico, nos trazendo essa reflexão, de que idealizar coisas podem ser muito doloroso.
“Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” (2004)
Após o fim de um relacionamento tumultuado, Joel descobre que sua ex-namorada, Clementine, apagou todas as memórias dele. Devastado, decide fazer o mesmo, mas durante o processo, revive os momentos mais intensos da relação e começa a questionar se o amor realmente pode — ou deve — ser esquecido. Esse filme nos faz entender que nem sempre devemos querer “esquecer” pessoas que não nos fizeram bem, pois somos quem somos por tudo que passamos.
Conclusão
Esses filmes são lembrados justamente por não oferecerem respostas fáceis ou finais felizes. Ao desafiarem o molde tradicional dos romances, eles criam espelhos emocionais mais fidedignos da vida real. Porque amar nem sempre é suficiente, e tudo bem.