Tornados, nuvens-funil, granizo e milhares de raios marcam o início de 2026 no Paraná e reforçam a atenção da população aos fenômenos meteorológicos registrados no Estado.
O comportamento do clima no Paraná tem sido um dos assuntos mais acompanhados pela população neste início de 2026, impulsionado pela sequência de eventos meteorológicos extremos registrados em diferentes regiões do Estado. Tornados, tempestades severas com granizo, formação de nuvens-funil e uma intensa atividade elétrica têm chamado a atenção e gerado questionamentos sobre a frequência e a intensidade desses fenômenos.
No domingo (18), o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná registrou a ocorrência de 5.587 raios sobre cidades paranaenses até as 22h. A atividade elétrica intensa pôde ser observada inclusive em Curitiba, onde a população relatou clarões frequentes no céu, mesmo sem a presença de trovoadas audíveis, situação que despertou curiosidade e preocupação entre os moradores.
Outro fenômeno que ganhou destaque neste início de ano foi a formação de nuvens-funil, estruturas associadas a sistemas de tempestade mais intensos. Ao menos quatro registros foram confirmados nos primeiros dias de 2026, nos municípios de Ponta Grossa, Paulo Frontin, São Jorge do Ivaí e Arapongas. A nuvem-funil recebe essa denominação por apresentar formato semelhante a um funil que se estende a partir da base de nuvens do tipo cumulonimbus ou cumulus, podendo ou não evoluir para tornados ao atingir o solo.
Além das nuvens-funil, tornados também foram confirmados em diferentes regiões do Paraná neste início de ano. No dia 11 de janeiro, um tornado classificado como F2 na escala Fujita atingiu o município de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Já no primeiro dia de 2026, a cidade de Mercedes, no Oeste do Estado, foi afetada por um tornado de intensidade F1. Esses episódios se somam a uma sequência de temporais registrados ao longo do mês de janeiro em praticamente todas as regiões paranaenses.
Os eventos recentes reforçam a atenção para a variabilidade climática no Estado e a importância do monitoramento contínuo das condições atmosféricas. O Simepar segue acompanhando os sistemas meteorológicos e emitindo alertas à população e aos órgãos de defesa civil, especialmente em períodos de instabilidade mais intensa. A sucessão de fenômenos extremos no início do ano contribui para o aumento do interesse da população por informações meteorológicas e por orientações de prevenção diante de situações de risco.

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