Um universitário de 21 anos morreu intoxicado por monóxido de carbono enquanto permanecia dentro de um carro ligado durante uma forte nevasca nos Estados Unidos. O caso ocorreu em Long Island e mobilizou equipes policiais e médicas após o jovem ser encontrado desacordado no interior do veículo.
Segundo informações das autoridades locais, Joseph Boutros estava em um estacionamento quando foi localizado por policiais. O carro permanecia com o motor ligado e estava parcialmente coberto por uma grande quantidade de neve, o que pode ter contribuído para a concentração do gás tóxico no interior do automóvel. O estudante chegou a ser encaminhado a um hospital da região, mas não resistiu.
Joseph cursava o segundo ano de justiça criminal e criminologia na Universidade Salve Regina e integrava o time de futebol americano da instituição. Em nota publicada nas redes sociais, a equipe lamentou a morte do atleta e destacou seu comprometimento com os colegas e o ambiente universitário.
O caso chama atenção para os riscos do monóxido de carbono, gás invisível e inodoro liberado principalmente por escapamentos de veículos movidos a gasolina, diesel ou álcool. Ele também pode ser produzido durante incêndios e pelo uso inadequado de churrasqueiras, aquecedores a gás ou querosene, fogueiras e outros equipamentos de combustão em ambientes fechados ou pouco ventilados.

Por não ter cheiro nem cor, o monóxido de carbono é de difícil percepção, o que aumenta o perigo. De acordo com orientações de serviços de emergência, a exposição pode causar sintomas iniciais como dor de cabeça, náusea, tontura, sonolência e confusão mental. Em casos mais graves, pode evoluir para perda de consciência, convulsões, dificuldade respiratória, queda da pressão arterial e coma.
Especialistas alertam que muitas vítimas confundem os primeiros sinais com mal-estar comum, como enxaqueca ou intoxicação alimentar, o que atrasa a saída do ambiente contaminado. A sonolência provocada pelo gás pode levar a pessoa a adormecer ainda exposta, agravando o quadro.
Entre as principais medidas de prevenção estão evitar ligar o carro em garagens fechadas, não permanecer dentro de veículos parados com o motor funcionando e manter ambientes sempre ventilados. A instalação de detectores de monóxido de carbono também é recomendada em locais com fontes de combustão.
Em situações de suspeita de intoxicação, a orientação inicial é retirar imediatamente a vítima do ambiente contaminado e levá-la para um local aberto e arejado. Se não for possível sair, deve-se abrir portas e janelas e desligar todas as possíveis fontes de emissão do gás até a chegada do socorro especializado.
O episódio reforça a necessidade de atenção redobrada durante períodos de frio intenso e nevascas, quando o uso de veículos e sistemas de aquecimento aumenta. Autoridades reiteram que a prevenção e a ventilação adequada são fundamentais para evitar tragédias semelhantes.
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