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Escavações em Nova Iguaçu revelam vestígios do Brasil Imperial e mais de 100 mil peças históricas

Pesquisadores trabalham há três anos em escavações arqueológicas que vêm recuperando parte da história do Brasil Imperial em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O trabalho já resultou na localização de cerca de 100 mil objetos ou fragmentos ligados à antiga Vila de Iguaçu, importante ponto de passagem durante o século 19.

A área onde as escavações acontecem foi, no passado, uma das regiões de maior circulação de mercadorias do país, especialmente no período em que o transporte do café era realizado por rios e estradas até a então capital brasileira.

Durante as buscas, arqueólogos, historiadores e pesquisadores localizam diariamente fragmentos de louças, utensílios e estruturas antigas enterradas no solo.

Ao comentar o trabalho realizado no local, o arqueólogo Diogo Borges afirmou: “Duzentos anos depois, e isso é uma alegria, né?”

Segundo os pesquisadores, a antiga Vila de Iguassú chegou a receber visitas do imperador durante o período imperial. Com o passar do tempo e a mudança das rotas comerciais, a localidade foi perdendo importância e acabou abandonada.

A historiadora Sabrina Taveira da Silva participou das escavações e localizou fragmentos de peças antigas durante os trabalhos. Em uma das buscas, ela identificou um pedaço de louça encontrado no terreno analisado pela equipe.

O espaço utilizado para as pesquisas pertence ao morador Allan Ferreira de Lucena, que autorizou as escavações no local.

Ao recordar objetos encontrados ao longo dos anos, Allan relatou: “A gente ia cavar para botar um mourão, às vezes achava um objeto, alguma coisa. Meu pai sempre fez questão de que nós zelássemos por isso. Não, não tira a pedra não, deixa”.

De acordo com os arqueólogos, os objetos encontrados ajudam a compreender hábitos de consumo e aspectos do cotidiano da população durante o período imperial.

Ao comentar o material localizado na antiga vila, a arqueóloga Cleide Trindade afirmou: “Em Vila de Iguassú, a gente tem, assim, uma sociedade que se estrutura e que tem o mesmo padrão de consumo dos outros centros”.

Os pesquisadores explicam que a região possuía importância estratégica para o transporte do café até a antiga capital do Brasil, reduzindo significativamente o tempo de deslocamento das cargas.

Ao falar sobre a logística da época, Diogo Borges declarou: “A gente tem outros caminhos por terra que levava cerca de 60, 90 dias. Aqui, você vai levar 15 dias”.

Segundo os estudos, a decadência da antiga vila começou após a expansão do transporte ferroviário, quando a circulação econômica passou a se concentrar próxima às estações de trem. A população acabou migrando para outra área da cidade, localizada cerca de 15 quilômetros distante do antigo núcleo urbano.

Parte dos objetos encontrados já está exposta em um museu inaugurado pela cidade em abril deste ano. Entre as peças localizadas estão recipientes de louça importados de Paris, utensílios domésticos e um botão com o símbolo do imperador.

Os arqueólogos afirmam que as pesquisas continuam e que novas escavações devem ampliar o material histórico recuperado na região.

Escavações em Nova Iguaçu revelam vestígios do Brasil Imperial e mais de 100 mil peças históricas
Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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