O vulcão Mount Kanlaon, situado na ilha de Negros, nas Filipinas, voltou a apresentar atividade eruptiva nesta quinta-feira. A informação foi confirmada pelo Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia, responsável pelo monitoramento sísmico e vulcânico no país.
Imagens captadas por câmeras oficiais registraram o momento em que uma espessa coluna de fumaça escura foi expelida da cratera, formando uma nuvem visível a grandes distâncias. O fenômeno ocorreu às 16h54 no horário local e teve duração aproximada de dois minutos, segundo dados preliminares divulgados pelas autoridades.
Erupção do Kanlaon reacende alerta na ilha de Negros
Apesar de breve, a erupção mobilizou equipes de monitoramento e levou à emissão de alertas preventivos. O instituto recomendou que moradores e autoridades locais permaneçam atentos ao risco de queda de cinzas vulcânicas e à possibilidade de fluxos piroclásticos — misturas de gases quentes, cinzas e fragmentos de rocha que podem descer rapidamente pelas encostas.
O Kanlaon integra a lista dos vulcões mais ativos das Filipinas, país localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, região marcada por intensa atividade tectônica. O histórico de erupções anteriores mantém a vigilância constante sobre a montanha.
Municípios próximos podem ser afetados
Nas áreas próximas ao vulcão estão os municípios de Bago, La Carlota, San Carlos e Canlaon. Embora não haja registro imediato de danos graves, autoridades locais reforçaram orientações para que a população evite se aproximar da zona de risco e acompanhe os comunicados oficiais.
A queda de cinzas pode afetar a qualidade do ar, a visibilidade e atividades agrícolas, dependendo da direção dos ventos. Por isso, o monitoramento climático também é parte essencial da avaliação de impactos após a erupção.
Monitoramento contínuo e prevenção
O Instituto de Vulcanologia e Sismologia segue acompanhando o comportamento do vulcão em tempo real, avaliando possíveis novas emissões. Episódios como esse reforçam a importância de sistemas de alerta precoce em regiões sujeitas à atividade vulcânica.
Embora a erupção tenha sido curta, o episódio evidencia a força geológica presente nas Filipinas. Em áreas onde a terra pulsa com energia subterrânea, a vigilância constante é parte da rotina — e cada nova emissão serve como lembrete do poder da natureza.



