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Eles Parecem Selvagens, Mas Vivem na Sala: Os 10 Bichos do Mato Mais Estranhos Que Pessoas Criam em Casa

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A ideia de ter um animal diferente em casa sempre despertou curiosidade. Enquanto cães e gatos continuam sendo os companheiros mais comuns, cresce o interesse por bichos do mato considerados exóticos. O fascínio pelo incomum, aliado à busca por experiências únicas, tem levado pessoas a adotarem espécies que, até pouco tempo atrás, eram vistas apenas em florestas, fazendas ou documentários.

No entanto, criar um animal silvestre ou exótico exige responsabilidade, conhecimento e, acima de tudo, respeito à legislação ambiental. Nem todos os bichos podem ser domesticados com facilidade, e muitos precisam de autorização dos órgãos competentes. Antes de se encantar, é preciso entender os desafios. Conheça agora dez animais do mato que surpreendentemente vivem dentro de casas pelo Brasil e pelo mundo.

1. Furão

Pequeno, ágil e curioso, o furão conquistou espaço como pet exótico em muitos lares. Apesar da aparência dócil, ele é descendente de animais utilizados para caça e mantém instintos fortes. Gosta de explorar todos os cantos da casa e precisa de enriquecimento ambiental constante.

Criar um furão exige atenção à alimentação específica e cuidados veterinários especializados. Ele pode ser carinhoso e interativo, mas também demanda supervisão frequente. Em alguns estados brasileiros, a criação depende de regulamentação e controle sanitário.

2. Raposa-doméstica

A raposa é símbolo de astúcia na cultura popular, mas algumas linhagens foram selecionadas para convivência com humanos. Ainda assim, continua sendo um animal de comportamento imprevisível e altamente ativo.

Ela precisa de espaço, estímulos e manejo adequado. Mesmo socializada, a raposa mantém traços selvagens, como o hábito de cavar e marcar território. É um animal que exige preparo e conhecimento profundo antes da adoção.

3. Jiboia

A presença de uma jiboia em casa pode parecer assustadora para muitos. No entanto, criadores experientes afirmam que, com manejo correto, a serpente pode viver tranquilamente em cativeiro autorizado.

O terrário precisa reproduzir condições ideais de temperatura e umidade. Além disso, a alimentação envolve presas específicas, o que exige preparo emocional e responsabilidade. A legislação ambiental brasileira é rigorosa quanto à posse de répteis.

4. Sagui

O sagui é um pequeno primata nativo do Brasil que desperta encanto pelo tamanho reduzido e olhar expressivo. Entretanto, trata-se de um animal silvestre protegido por lei e cuja criação doméstica é restrita.

Mesmo quando permitido em casos específicos, o sagui necessita de ambiente adaptado, alimentação balanceada e estímulos sociais constantes. A falta desses cuidados pode gerar estresse e problemas comportamentais.

5. Mini porco

O mini pig ganhou popularidade nas redes sociais e passou a ser visto como alternativa aos pets tradicionais. Inteligente e sociável, ele pode aprender comandos e interagir com a família.

No entanto, muitos crescem mais do que o esperado e precisam de espaço adequado. Além disso, requerem dieta controlada e acompanhamento veterinário constante. Não é apenas um “porquinho pequeno”, mas um animal que exige planejamento.

6. Coruja

Criar uma coruja é algo raro e altamente regulamentado. A ave de rapina possui necessidades específicas e comportamento noturno, o que impacta diretamente a rotina doméstica.

Ela exige alimentação baseada em pequenos animais e ambiente adequado para voo. A criação sem autorização configura crime ambiental no Brasil. O encanto pelo olhar enigmático não pode ignorar as exigências legais.

7. Gambá domesticado

O gambá, muitas vezes mal compreendido, é um animal que pode demonstrar comportamento dócil quando criado desde filhote. Ainda assim, continua sendo espécie silvestre protegida.

Ele possui hábitos noturnos e alimentação variada. A domesticação não elimina seus instintos naturais. A criação irregular pode resultar em penalidades ambientais e prejuízo ao bem-estar do animal.

8. Teiú

O teiú é um lagarto de grande porte encontrado em diversas regiões brasileiras. Alguns criadores o consideram relativamente dócil quando acostumado ao contato humano.

Porém, precisa de espaço amplo, exposição ao sol e dieta específica. Seu crescimento rápido surpreende muitos tutores despreparados. É fundamental verificar autorização ambiental antes de qualquer aquisição.

9. Cacatua

Colorida e extremamente inteligente, a cacatua pode viver décadas. Ela cria laços fortes com o tutor, mas também exige atenção constante e estímulos cognitivos.

A ave pode desenvolver estresse se não receber interação adequada. Além disso, seu canto alto pode causar conflitos em ambientes urbanos. A compra deve ocorrer apenas de criadores autorizados.

10. Axolote

O axolote, anfíbio mexicano de aparência curiosa, ganhou fama internacional por sua capacidade de regeneração. Seu visual diferente desperta interesse imediato.

Ele vive em aquários específicos, com controle rigoroso de temperatura e qualidade da água. Apesar de parecer simples, a manutenção inadequada pode comprometer sua saúde rapidamente.

Criar um bicho do mato em casa não é apenas uma escolha estética ou uma tendência das redes sociais. Trata-se de uma decisão que envolve responsabilidade ambiental, compromisso financeiro e respeito ao comportamento natural da espécie. Muitos desses animais jamais deixarão de carregar instintos selvagens.

Antes de considerar a adoção de um pet exótico, é essencial pesquisar profundamente, consultar órgãos ambientais e avaliar se o ambiente doméstico realmente atende às necessidades do animal. O encanto pelo diferente pode ser legítimo, mas o bem-estar da fauna deve sempre vir em primeiro lugar.

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