Egípcios sabiam da América? Mapa de 5 mil anos intriga especialistas

O mundo antigo é um complexo ‘caldeirão’ de mistérios, que a cada descoberta arqueológica relevante, ficamos perplexos com a evolução da época, a ponto de pensarmos sobre a real possibilidade de ter existido, de fato, “civilizações avançadas”.

Por séculos, a história nos ensinou que Cristóvão Colombo foi o primeiro não nativo a pisar na América. No entanto, uma descoberta recente está desafiando essa narrativa estabelecida.

Arqueólogos tem feito diariamente descobertas impressionantes em todo o mundo, mas especialmente as que se relacionam ao Egito antigo, tem deixado muitos especialistas estupefatos.

Será que os antigos egípcios haviam descoberto a América há 5.000 anos, muito antes do que se pensava?

Pelo que alguns estudos relacionados a um objeto muito antigo apontam, sim. Isso pelo fato que um antigo mapa egípcio, datado de 5.000 a 7.000 anos atrás, poderia retratar com precisão um continente que seria a América. Se isto se confirmar, estará forçando uma revisão da história como a conhecemos hoje. Mas calma lá! Tudo ainda é preliminar e convenhamos, não dá para “lacrar” isso como verdade.

Obviamente que ainda caberá estudos mais detalhados, inclusive por variados profissionais, para que todos cheguem ao mesmo veredicto, antes de se mudar os livros de história. Quando algo surge, uma ideia como essa, de certa forma revolucionária, gera muita especulação.

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Entretanto, esse mapa antigo foi descoberto já faz algum tempo, e neste tempo, um olha, outro olha, um dá uma ideia, outro outra, e assim nasce um mistério: Isso é a América! E uma coisa puxa a outra. Como seu criador obteve uma descrição de que existia na época outro continente, que poderia ser a América?

E tem mais! Esse mapa, em formato de um globo terrestre, desencadeia outra dúvida. Ele sugere que as pirâmides são mais antigas do que pensávamos.

De onde veio esse mapa, afinal?

A cultura Nagada floresceu no Egito entre 4.300 e 3.000 a.C., antes mesmo do surgimento dos faraós, tornando-se um berço da civilização para o antigo Egito.

Esta época viu o surgimento de padrões de assentamento e realizações artísticas, bem como o estabelecimento de redes comerciais. Os artefatos Nagada têm sido cruciais para os estudiosos entender a dinâmica da sociedade egípcia.

Os membros das sociedades Nagada eram hábeis artesãos, na composição de itens cerâmicos que agora elevam a compreensão do mundo sobre aquela época. Muitos artefatos descrevem como era a sociedade naquele tempo, com vasos e peças de argila que perpetuam a cultura Negada através dos milhares de anos.

Entre esses artefatos está o misterioso Ovo de Núbia (esse é o nosso mapa, em questão). Datado de cerca de 5.000 anos atrás, este ovo é adornado com padrões abstratos que intrigam os estudiosos. A representação de três triângulos e uma serpente ao lado de um rio levantou questões sobre o conhecimento dos antigos egípcios sobre as Américas.

Os triângulos no ovo de Núbia são interpretados como pirâmides, enquanto a serpente representa o Rio Nilo. Com uma datação tão antiga, surge a questão: como o ovo retrata as pirâmides, construídas milhares de anos depois?

Alguns teorizam que as pirâmides são muito mais antigas do que acreditamos. Críticas aos métodos de datação tradicionais e descobertas geológicas apontam para uma antiguidade maior das estruturas.

A descoberta do mapa de 5.000 anos no Egito desafia nossas concepções sobre a antiguidade das civilizações e a extensão de seu conhecimento geográfico. Pode-se especular sobre o intercâmbio cultural entre antigas civilizações e a possibilidade de viagens transoceânicas milênios antes de Colombo.

Entretanto, se os antigos egípcios cruzaram os mares, como fizeram isto?

Ou tiveram essa informação de algum visitante? Não estamos falando de extraterrestres, estamos falando de pessoas nativas da época, que cruzaram mares e sobreviveram a isto em tempos tão remotos, com talvez estruturas de madeira. Sabemos, pelos estudos mais atuais, que os antigos seres humanos eram muito mais resistentes fisicamente que os humanos atuais.

Outro ponto a se observar. Este mapa estaria de fato retratando as três grandes pirâmides? Ou seriam as três pequenas pirâmides, mostrando, ao fundo, uma das grandes pirâmides? Sugerindo que as outras duas grandes pirâmides ainda não tinham sido construídas.

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Estas perguntas são apenas para estimular os debates junto aos leitores do Jornal da Fronteira. O fato é que, na medida que os estudos avançam, talvez surjam em um primeiro momento mais perguntas do que respostas.  

Podemos levantar muitos questionamentos, mas o que de fato não podemos ignorar é o fato de que os antigos residentes deste mundo detinham um conhecimento que, talvez, ao longo do tempo, se perdeu. Isso os levou a construir estruturas e objetos avançados, como a Máquina de Anticítera, garrafas de vidro, estruturas de engenharia, de saneamento e de pavimentação. Das estruturas de engenharia, inclui-se a construção de grandes monumentos e cidades antigas, que existem até os dias atuais.

Essa descoberta do mapa antigo dos egípcios nos leva a repensar o que sabemos sobre as primeiras interações entre os continentes e questionar as narrativas históricas convencionais. O ovo de Núbia e o mapa antigo são testemunhas silenciosas de um passado intrigante que desafia nossas noções preconcebidas de história.

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