O calendário astronômico de 2026 começa com um fenômeno de grande impacto visual: o primeiro eclipse do ano será um eclipse solar anular, previsto para ocorrer na terça-feira (17). Ao todo, 2026 terá quatro eclipses — dois solares e dois lunares — mas o evento desta semana chama atenção pela formação do chamado “anel de fogo”, efeito que poderá ser observado integralmente apenas em uma área específica do planeta.
Eclipse solar anular: como o fenômeno acontece
O eclipse solar ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, bloqueando parcial ou totalmente a luz solar em determinadas regiões. No caso do eclipse anular, a Lua não encobre completamente o disco solar. Como resultado, forma-se um círculo luminoso ao redor da sombra lunar — o popular “anel de fogo”.
Esse tipo de eclipse difere do total, quando o Sol é completamente ocultado, e do parcial, em que apenas uma fração do astro é coberta. Existe ainda o eclipse híbrido, mais raro, que combina características do total e do anular em diferentes trechos de sua trajetória.
Horário e regiões onde será possível observar
De acordo com dados divulgados pela plataforma internacional Time and Date, o fenômeno ocorrerá entre 6h56 e 11h27 (horário de Brasília). A faixa de visibilidade inclui o sul da África, o extremo sul da América do Sul, áreas dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico, além da Antártica.
Entretanto, a formação completa do “anel de fogo” será visível apenas no continente antártico. Nas demais regiões dentro da área de alcance, o eclipse será parcial, com níveis variados de cobertura do Sol.

Embora seja um evento global, apenas uma pequena parcela da população mundial terá a oportunidade de observar alguma fase do eclipse. As estimativas indicam que cerca de 176 milhões de pessoas — aproximadamente 2,17% da população do planeta — estarão em áreas com alguma visibilidade do fenômeno.
Dentro desse grupo, cerca de 63 milhões de pessoas poderão observar pelo menos 10% de cobertura solar. À medida que o percentual de ocultação aumenta, o número de observadores diminui significativamente. Aproximadamente 17,6 milhões de pessoas poderão visualizar pelo menos 20% do eclipse, enquanto cerca de 2,28 milhões estarão em áreas com cobertura mínima de 30%.
Para níveis superiores de ocultação, como 40% ou mais, não foram detalhadas estimativas populacionais específicas. Também não foram divulgados números precisos sobre quantas pessoas estarão posicionadas nas áreas de anularidade total.
Como foram feitas as estimativas populacionais
Os cálculos consideram a população residente nas regiões incluídas na faixa de visibilidade. As projeções utilizam dados demográficos consolidados entre 2000 e 2020, com base em levantamentos do Centro de Informação de Ciências da Terra Internacional (CIESIN), vinculado à Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
Essas estimativas são elaboradas a partir da interseção entre mapas de trajetória do eclipse e densidade populacional, permitindo determinar quantas pessoas vivem nas áreas afetadas pelo fenômeno.
LEIA MAIS: Naufrágio da 2ª Guerra Mundial é localizado no litoral de São Paulo




