Uma das expedições mais misteriosas da história naval voltou ao centro das atenções graças aos avanços da genética forense. Cientistas conseguiram identificar novos tripulantes da chamada expedição Franklin, missão britânica desaparecida no Ártico no século XIX e que, até hoje, desperta interesse entre historiadores, arqueólogos e pesquisadores.
A missão partiu da Inglaterra em 1845 com 129 homens a bordo e tinha como objetivo encontrar a lendária Passagem Noroeste, rota marítima que poderia ligar os oceanos Atlântico e Pacífico através do Ártico. Nenhum dos integrantes sobreviveu.
Agora, após quase 180 anos, análises de DNA permitiram ampliar o número de tripulantes oficialmente identificados entre os restos mortais encontrados na região congelada.
Expedição Franklin permanece como um dos maiores mistérios marítimos
A operação era liderada por John Franklin e utilizava duas embarcações consideradas altamente avançadas para a época: o HMS Erebus e o HMS Terror.
Equipados com motores a vapor, estruturas reforçadas com ferro e suprimentos extras, os navios foram enviados para enfrentar uma das regiões mais hostis do planeta. No entanto, ambos acabaram presos no gelo nas proximidades do atual território do Canadá.
Documentos históricos mostram que Franklin morreu em 1847. No ano seguinte, os sobreviventes tentaram abandonar os navios e seguir a pé pelo gelo em busca de ajuda, mas nenhum conseguiu sobreviver.

Ciência moderna ajuda a revelar identidades perdidas no tempo
Uma nova pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Waterloo conseguiu identificar o marinheiro Harry Peglar, um dos integrantes da expedição.
A identificação foi possível após a comparação entre material genético extraído dos restos mortais e o DNA de descendentes vivos.
Além de Peglar, outros tripulantes também foram reconhecidos em análises recentes, incluindo:
- William Orren
- David Young
- John Bridgens
Com essas novas confirmações, o número total de vítimas identificadas chegou a seis — um avanço importante considerando que os restos mortais vêm sendo encontrados desde meados do século XIX.
Corpos preservados pelo gelo guardavam documentos históricos
As condições extremas do Ártico ajudaram a preservar muitos dos corpos encontrados ao longo das décadas. Em alguns casos, os restos mortais permaneciam em estado impressionante de conservação devido às baixas temperaturas.
No caso de Harry Peglar, os pesquisadores encontraram junto ao corpo documentos raros, incluindo registros pessoais, anotações e relatos escritos durante a missão.
Esses materiais são considerados extremamente valiosos por historiadores, já que representam alguns dos únicos documentos originais deixados pelos integrantes da expedição.
Descendentes ajudam a reconstruir a história
Parte fundamental da pesquisa depende da colaboração de familiares vivos. Cientistas utilizam DNA mitocondrial, transmitido pela linhagem materna, além de marcadores do cromossomo Y, ligados à linhagem paterna.
Um dos descendentes identificados durante os estudos foi o jornalista Rich Preston, que descobriu ter ligação genética com um dos tripulantes da missão.
As correspondências genéticas encontradas apresentaram compatibilidade total, fortalecendo a precisão das identificações.
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Apaixonada pela literatura brasileira e internacional, Heloísa Montagner Veroneze é reatora de artigos locais e regionais, com experiência em temas diversos, especialmente sobre livros, arqueologia e curiosidades.
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