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Dezenas de esqueletos decapitados do Neolítico são encontrados em sítio perto de Vráble, na Eslováquia

Arqueólogos identificaram um depósito em massa de esqueletos decapitados em valas de um assentamento da Cultura da Cerâmica Linear (LBK) próximo à cidade de Vráble, na Eslováquia.

Equipes da Universidade de Kiel, da Alemanha, em colaboração com pesquisadores eslovacos, trabalham no sítio desde 2012, que foi descoberto em 2009. No local foram registradas 313 habitações agrupadas em três bairros, além de indícios sobre a organização social e os recursos de subsistência dessa comunidade neolítica.

Em 2022, durante a escavação de um sistema de duas valas com cerca de 1,3 km de extensão em um dos bairros, os arqueólogos encontraram um depósito massivo de restos humanos distribuídos pelas duas estruturas. Até o momento, 25 metros de uma das valas já foram escavados.

Os pesquisadores documentaram 77 esqueletos sem cabeça em diferentes estados de conservação. Ao lado desses indivíduos, apareceu apenas um esqueleto com crânio — o de uma criança localizada entre adultos — e nenhum outro crânio foi recuperado no setor escavado. A soma desses 78 indivíduos aos restos previamente identificados no sítio eleva para 112 o número total de indivíduos representados no local.

A datação dos ossos indica idade aproximada de 7 mil anos, situando o achado no Neolítico Inicial. Os esqueletos foram depositados em posições variadas, incluindo de bruços, de costas e posturas contorcidas, e sua distribuição ao longo das valas é irregular.

As análises osteológicas apontam que as cabeças foram removidas com precisão, utilizando ferramentas cortantes, o que levou os autores a levantar a hipótese de uma prática pós‑mortem de caráter ritual, em vez de um registro exclusivo de execuções violentas. Entre as explicações propostas pelos pesquisadores estão rituais funerários, sacrifícios ou práticas de captura de cabeças observadas em diferentes sociedades ao longo da história.

O estudo que descreve o achado foi publicado em 2 de junho no periódico Proceedings of the Prehistoric Society. As escavações e as análises laboratoriais prosseguem com a expectativa de localizar mais restos nas valas e, possivelmente, os crânios que acompanharam esses corpos há sete mil anos.

Com informações de Super.abril

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