Após mais de um século de mistério, pesquisadores conseguiram localizar os destroços do USS Tampa, embarcação da Guarda Costeira norte-americana que desapareceu durante a Primeira Guerra Mundial. O navio foi encontrado no fundo do Oceano Atlântico, a cerca de 80 quilômetros da costa de Newquay, no Reino Unido, em uma profundidade superior a 90 metros.
A descoberta foi realizada por uma equipe britânica especializada em localizar naufrágios históricos. A operação levou cerca de três anos de pesquisas, cruzando documentos militares, registros históricos e imagens antigas para identificar possíveis áreas de busca no mar.
Segundo registros oficiais, o Tampa afundou em setembro de 1918, após ser atingido por um torpedo disparado por um submarino alemão enquanto navegava pelo Canal de Bristol. A embarcação desapareceu em menos de três minutos, provocando a morte de todas as 131 pessoas a bordo, entre militares americanos, marinheiros britânicos e civis.
Durante a expedição, mergulhadores encontraram objetos que ajudaram na identificação do navio, como munições, peças de navegação, partes da estrutura da ponte de comando, uma âncora compatível com imagens históricas e utensílios com marcações de origem dos Estados Unidos.

Missão militar terminou em tragédia
O Tampa fazia parte das operações americanas na Europa após a entrada dos Estados Unidos no conflito, em 1917. Durante quase um ano, a embarcação atuou na escolta de comboios entre Gibraltar e a Grã-Bretanha, protegendo navios de ataques de submarinos inimigos.
Na noite de 26 de setembro de 1918, o comandante Charles Satterlee recebeu autorização para deixar um comboio e seguir para reabastecimento. Durante a travessia, o navio navegava sem iluminação para evitar ser detectado, mas acabou localizado por um submarino alemão e atingido.
A maior parte das vítimas nunca foi encontrada. Apenas alguns objetos, coletes salva-vidas e corpos de dois oficiais foram recuperados nos dias seguintes ao ataque.

Descoberta reacende memória histórica
A localização do USS Tampa teve forte impacto entre familiares de tripulantes e integrantes da Guarda Costeira americana. A descoberta permite reconstruir detalhes de uma das maiores perdas da corporação durante a guerra.
Autoridades militares dos Estados Unidos informaram que novas missões de pesquisa poderão ser realizadas no local, que pode passar a ser oficialmente reconhecido como túmulo de guerra submarino.
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Apaixonada pela literatura brasileira e internacional, Heloísa Montagner Veroneze é reatora de artigos locais e regionais, com experiência em temas diversos, especialmente sobre livros, arqueologia e curiosidades.
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