A redução da produção de colágeno é um processo natural associado ao envelhecimento e pode se tornar mais evidente após os 50 anos. Entre os sinais mais comuns estão pele mais seca, perda de elasticidade, flacidez e rugas mais marcadas. Nas mulheres, esse processo costuma estar relacionado também às alterações hormonais provocadas pela menopausa.
A dermatologista Andressa Varga explicou, em entrevista ao Metrópoles, que a queda do estrogênio tem impacto direto sobre a estrutura e a qualidade da pele.
“A menopausa acelera a perda de colágeno porque há queda importante do estrogênio, o hormônio que participa da atividade dos fibroblastos, da hidratação e da espessura da pele. Com menos estrogênio, a pele fica mais fina, seca e menos elástica”, afirmou a dermatologista.
De acordo com a especialista, a perda de colágeno pode ser mais intensa nos primeiros anos após a menopausa. Nesse período, mulheres podem apresentar redução significativa na produção da proteína, o que contribui para mudanças perceptíveis na aparência e na resistência da pele.
Entre os sinais associados à diminuição do colágeno estão flacidez, rugas mais profundas, afinamento da pele, ressecamento e menor capacidade de cicatrização. As alterações também podem atingir cabelos e unhas, embora o envelhecimento da pele não dependa apenas dessa proteína.
A dermatologista destacou que outros fatores também interferem nesse processo.
“Nem tudo depende apenas do colágeno. Há influência conjunta da idade, genética, da nutrição e do estilo de vida”, explicou Andressa Varga.
Embora não seja possível impedir totalmente a perda natural de colágeno, alguns cuidados podem contribuir para preservar a saúde da pele e reduzir impactos visíveis do envelhecimento. A alimentação é um dos pontos citados pela especialista como parte importante desse cuidado.
Segundo Andressa Varga, uma dieta equilibrada pode fornecer nutrientes necessários para a formação e a manutenção das fibras de colágeno.
“A alimentação pode ajudar a minimizar os impactos da perda de colágeno durante a menopausa ao fornecer os nutrientes necessários para a produção e manutenção. Uma alimentação rica em proteínas de boa qualidade, vitamina C, zinco e antioxidantes contribui para a formação e proteção das fibras de colágeno”, afirmou.
Entre os alimentos que podem auxiliar nesse processo estão ovos, peixes, leite e derivados, carnes, frutas cítricas, kiwi, morango, sementes e leguminosas. Esses itens fornecem proteínas, vitaminas e minerais importantes para o organismo e também podem contribuir para reduzir processos inflamatórios e o estresse oxidativo.
Além da alimentação, hábitos cotidianos têm influência direta sobre a qualidade da pele. O consumo excessivo de açúcar, bebidas alcoólicas, o tabagismo e a exposição solar sem proteção estão entre os fatores que podem acelerar o envelhecimento cutâneo e afetar outros tecidos do corpo.
A orientação de especialistas é manter cuidados regulares com a pele, alimentação adequada e acompanhamento profissional, especialmente no período da menopausa. A avaliação dermatológica pode indicar as medidas mais adequadas para cada caso, considerando idade, histórico de saúde, características da pele e estilo de vida.

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Heloisa Lima é redatora de artigos sobre variedades, curiosidades, esportes, culinária e cultura.
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