Escalada de tensões no Oriente Médio impulsiona alta do petróleo e provoca oscilações nos mercados financeiros internacionais.
O preço do petróleo registrou alta nesta segunda-feira (30) em meio à intensificação dos confrontos entre Israel e Irã, além de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de intervenção na ilha de Kharg, principal ponto de exportação do petróleo iraniano. O contrato de junho do barril Brent, referência internacional, chegou a US$ 109,44 no domingo (29) e recuou para a faixa entre US$ 107 e US$ 108 ao longo desta segunda-feira, sendo negociado a US$ 107,90 no início da tarde. Já o contrato de maio foi cotado a US$ 112,29.
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, os preços da commodity acumulam alta superior a 45%, impulsionados por interrupções no fluxo de petróleo no estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial. Antes da escalada, o barril Brent era negociado a US$ 72,48. O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também apresentou valorização, sendo negociado acima de US$ 103 no contrato de junho.
As tensões militares se intensificaram com novos ataques entre os dois países. O Exército israelense informou ações contra infraestruturas militares em Teerã, enquanto sistemas de defesa foram acionados após lançamento de mísseis iranianos. Paralelamente, o governo norte-americano indicou a possibilidade de ampliar sua presença militar na região, com envio adicional de tropas ao Oriente Médio.
Declarações de Trump sobre a possibilidade de assumir o controle da produção petrolífera iraniana ampliaram a incerteza no mercado. A medida envolveria a ocupação da ilha de Kharg, responsável por grande parte das exportações do país. O governo iraniano reagiu, afirmando que está preparado para responder a uma eventual ofensiva terrestre e intensificou ações militares, incluindo ataques com mísseis contra alvos no território israelense.
O cenário se agravou com a entrada de grupos armados aliados ao Irã, como os houthis do Iêmen, o que elevou o risco de interrupções no transporte marítimo no Mar Vermelho, outro corredor estratégico para o comércio global de energia. A ampliação dos pontos de tensão aumenta as preocupações sobre a continuidade do fornecimento de petróleo.
A instabilidade também afetou outros mercados. As bolsas europeias registraram alta, enquanto a maioria dos índices asiáticos fechou em queda. Nos Estados Unidos, os principais índices operaram em leve alta. O movimento reflete a reação mista dos investidores diante do aumento das tensões geopolíticas.
Além do petróleo, os preços do alumínio também subiram após relatos de ataques a instalações no Golfo Pérsico, gerando preocupação adicional sobre possíveis interrupções na cadeia de suprimentos de matérias-primas.
O cenário permanece volátil, com o mercado acompanhando o desenrolar dos conflitos e possíveis impactos sobre o fornecimento global de energia.

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