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Comidas que dão mais fome em vez de saciar: o efeito surpreendente de certos alimentos no apetite

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Nem todo alimento mata a fome como parece. Alguns geram um pico rápido de energia e, logo depois, aumentam ainda mais o apetite, provocando fome em pouco tempo. Esse efeito está ligado ao índice glicêmico, à composição nutricional e à forma como o corpo processa os nutrientes, mostrando que comer nem sempre significa ficar satisfeito. Certos alimentos têm baixo poder de saciedade e estimulam hormônios que reforçam a vontade de comer novamente. Entender esse mecanismo ajuda a fazer escolhas mais conscientes no dia a dia.

O papel do índice glicêmico na fome

Alimentos ricos em carboidratos simples são rapidamente transformados em glicose no sangue. Isso provoca um pico de energia quase imediato. O problema é que, logo em seguida, ocorre uma queda brusca nos níveis de açúcar, gerando nova sensação de fome.

Esse efeito é comum em alimentos com alto índice glicêmico, que oferecem energia rápida, mas pouca saciedade prolongada.

Pão branco

O pão branco é um dos principais exemplos. Feito com farinha refinada, ele tem digestão rápida e baixa quantidade de fibras. Após o consumo, a fome retorna em pouco tempo, muitas vezes acompanhada de vontade por mais carboidratos.

Biscoitos e bolachas

Ricos em farinha refinada, açúcar e gordura, os biscoitos proporcionam prazer imediato, mas praticamente não oferecem nutrientes que promovam saciedade. É comum consumir vários sem perceber e continuar com fome.

Sucos industrializados

Apesar de parecerem saudáveis, muitos sucos prontos contêm grande quantidade de açúcar e quase nenhuma fibra. O efeito no organismo é semelhante ao de um refrigerante: eleva a glicose rapidamente e depois provoca queda, aumentando o apetite.

Cereais matinais açucarados

Muito presentes no café da manhã, esses cereais são ricos em açúcares simples. Fornecem energia rápida, mas deixam a pessoa com fome novamente em menos de duas horas.

Arroz branco

Embora seja base da alimentação brasileira, o arroz branco possui baixo teor de fibras e digestão rápida. Quando consumido sozinho ou em grande quantidade, pode estimular o retorno precoce da fome.

Massas refinadas

Macarrão feito com farinha branca tem comportamento semelhante ao pão. Sem fibras suficientes, é digerido rapidamente, elevando e derrubando a glicose em pouco tempo.

Doces e chocolates ao leite

O açúcar presente nesses alimentos provoca picos de dopamina e glicose. Após a queda, o corpo pede mais alimento, criando um ciclo difícil de controlar.

Batata frita

Rica em gordura e carboidratos simples, a batata frita é altamente palatável, mas tem baixo poder de saciedade. A combinação estimula o cérebro a querer repetir o consumo.

Iogurtes adoçados

Muitos iogurtes industrializados possuem mais açúcar do que proteínas. Isso reduz o potencial de saciedade e aumenta a fome pouco tempo depois.

O que realmente promove saciedade

Alimentos ricos em fibras, proteínas e gorduras boas retardam a digestão e mantêm a sensação de saciedade por mais tempo. O organismo precisa de mais tempo para processá-los, liberando energia de forma gradual.

É por isso que refeições equilibradas evitam a fome precoce.

Como evitar esse ciclo alimentar

Combinar carboidratos com proteínas, fibras e gorduras saudáveis é a chave. Substituir versões refinadas por integrais e evitar excesso de açúcar ajuda a manter níveis de energia estáveis.

Pequenas mudanças fazem grande diferença na sensação de fome ao longo do dia.

Conclusão

Nem todo alimento que parece matar a fome realmente cumpre esse papel no organismo. Muitos provocam efeito contrário, estimulando ainda mais o apetite em pouco tempo. Isso acontece devido ao índice glicêmico elevado e à baixa presença de fibras e proteínas. Entender esse mecanismo permite escolhas alimentares mais inteligentes. Evitar alimentos altamente refinados e ricos em açúcar ajuda a manter a saciedade por mais tempo. O equilíbrio nutricional é fundamental para controlar a fome ao longo do dia. Mais do que quantidade, é a qualidade do alimento que determina a saciedade. E saber disso transforma a forma como nos relacionamos com a comida.

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