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Motorista denuncia cobrança quase quatro vezes maior em pedágio eletrônico da BR-163 no Paraná

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Um motorista do sudoeste do Paraná relatou ter enfrentado uma cobrança considerada irregular ao utilizar o sistema de pedágio eletrônico Free Flow na BR-163. O caso ocorreu na região de Santa Lúcia e chamou a atenção após o valor debitado ter sido quase quatro vezes maior do que a tarifa prevista para o tipo de veículo utilizado.

O empresário Radamés, morador do município de Santo Antônio do Sudoeste, contou que realizou uma viagem até Cascavel no dia 25 e percorreu o trecho da rodovia federal normalmente. Ele conduzia uma caminhonete que puxava uma pequena carretinha, configuração relativamente comum para quem utiliza o veículo para transporte de equipamentos ou carga leve.

A situação veio à tona quando o motorista verificou posteriormente os registros de cobrança da TAG instalada em seu veículo. Ao consultar o extrato da passagem pelo pedágio eletrônico, ele percebeu que o sistema havia debitado o valor de R$ 68,80. Segundo ele, a tarifa correta para o veículo utilizado naquele momento deveria ser de R$ 18,10.

A diferença chamou imediatamente a atenção do motorista, já que o valor cobrado ficou muito acima do esperado. A cobrança acabou sendo quase quatro vezes maior do que o valor considerado correto para a categoria do veículo utilizado na viagem.

Diante da divergência, Radamés decidiu procurar informações junto à concessionária responsável pela administração do trecho da BR-163. Após entrar em contato com a empresa para esclarecer o ocorrido, recebeu a explicação de que o sistema automático de leitura teria classificado seu veículo de forma incorreta.

De acordo com a concessionária, durante o registro da passagem pelo pórtico eletrônico, o sistema identificou a combinação de caminhonete com carretinha como se fosse um ônibus. Essa interpretação equivocada resultou na aplicação de uma tarifa correspondente a um veículo com maior número de eixos e, consequentemente, com valor mais elevado.

Em nota oficial, a empresa responsável pela rodovia explicou que ocorreu uma inconsistência pontual no momento da leitura automática da TAG e da classificação do veículo. A concessionária informou que, após a análise técnica do caso, a divergência foi identificada e o problema corrigido.

O sistema Free Flow, que vem sendo implantado em diversas rodovias brasileiras, funciona de maneira diferente do modelo tradicional de pedágio. Nesse formato, não existem cabines de cobrança ou cancelas físicas na pista. Em vez disso, pórticos instalados sobre a rodovia realizam a identificação dos veículos que passam pelo trecho monitorado.

Esses pórticos utilizam uma combinação de tecnologias, incluindo câmeras de alta definição, sensores e leitores de TAG eletrônica. O conjunto desses equipamentos permite registrar a passagem do veículo e calcular automaticamente o valor da tarifa com base em critérios como quantidade de eixos, categoria do veículo e distância percorrida no trecho tarifado.

A proposta do sistema é tornar o tráfego mais fluido, evitando filas e paradas obrigatórias nas tradicionais praças de pedágio. No entanto, como o processo de identificação ocorre de forma automatizada, eventuais erros de leitura podem ocorrer em situações específicas.

Segundo a concessionária, casos como o relatado pelo motorista são considerados raros e passam por monitoramento constante. A empresa informou ainda que, quando ocorre alguma inconsistência no sistema, o próprio processo de verificação pode corrigir automaticamente o valor cobrado.

De acordo com as orientações divulgadas pela concessionária, a correção do valor pode ser realizada de forma automática em até sete dias após a identificação do problema. Caso o ajuste não ocorra nesse prazo, o motorista deve procurar atendimento para solicitar a revisão da cobrança.

Para isso, o usuário pode entrar em contato diretamente com a operadora da TAG utilizada no veículo ou com a ouvidoria da concessionária responsável pela rodovia. O atendimento também pode ser realizado por meio do telefone 0800 277 0163, canal disponibilizado para dúvidas, reclamações e solicitações de verificação de tarifas.

A concessionária destacou que o sistema de pedágio eletrônico passa por acompanhamento permanente e ajustes técnicos sempre que necessário. O objetivo, segundo a empresa, é garantir que a identificação dos veículos e a cobrança das tarifas ocorram de forma correta e confiável.

A implantação do modelo Free Flow representa uma mudança significativa no sistema de cobrança de pedágios no Brasil. Além de reduzir o tempo de viagem, a tecnologia busca tornar o processo mais eficiente e moderno, eliminando a necessidade de estruturas físicas tradicionais nas rodovias.

Apesar das vantagens operacionais, especialistas em mobilidade apontam que a adaptação ao novo sistema ainda exige ajustes e acompanhamento constante, principalmente em relação à classificação automática de veículos e ao funcionamento dos sensores instalados nas rodovias.

Situações como a relatada pelo motorista paranaense reforçam a importância de os usuários acompanharem os registros de cobrança realizados pelas TAGs eletrônicas. A verificação periódica das tarifas debitadas permite identificar possíveis divergências e solicitar a correção junto às empresas responsáveis.

O caso também evidencia o papel das concessionárias na manutenção da transparência e na rápida resolução de eventuais problemas, garantindo que os motoristas não sejam prejudicados por falhas no sistema de identificação automática.

Enquanto o modelo de pedágio eletrônico continua sendo expandido em diferentes regiões do país, autoridades e empresas do setor reforçam que o aperfeiçoamento das tecnologias e a comunicação com os usuários são fatores fundamentais para consolidar a confiança no novo formato de cobrança nas rodovias brasileiras.

Fonte: Leandro Souza | EPC

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