Procedimento realizado no lado incorreto exigiu novas cirurgias e culminou na amputação de um testículo. Decisão judicial reforça a responsabilidade do cirurgião sobre protocolos de segurança.

Erro em cirurgia de hérnia resulta na perda de testículo após sequência de procedimentos em Minas Gerais

Procedimento realizado no lado incorreto exigiu novas cirurgias e culminou na amputação de um testículo. Decisão judicial reforça a responsabilidade do cirurgião sobre protocolos de segurança.

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A 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou a responsabilização de um médico por falha em procedimento cirúrgico que desencadeou uma sequência de intervenções e resultou na amputação de um testículo de um paciente. A decisão mantém sentença da Comarca de Ipatinga e fixa indenização de R$ 50 mil por danos morais e R$ 8 mil por danos estéticos. O processo tramita em segredo de justiça.

Segundo os autos, a cirurgia destinada à correção de hérnia inguinal deveria ocorrer no lado esquerdo, mas a incisão foi realizada no lado direito. O equívoco levou à necessidade de novo procedimento no local correto. Nessa segunda intervenção, houve torção testicular, com comprometimento do fluxo sanguíneo, o que exigiu uma terceira cirurgia para a retirada do órgão.

Em primeiro grau, o médico já havia sido condenado. No recurso, o paciente pleiteou aumento da indenização sob alegação de infertilidade, enquanto o profissional argumentou que a falha seria atribuível ao conjunto da equipe cirúrgica.

O relator ressaltou que a responsabilidade pela verificação do local da intervenção integra os protocolos básicos de segurança e compete ao cirurgião principal, não sendo admissível transferir essa checagem a terceiros. O entendimento acompanha orientação consolidada sobre a atribuição do líder da equipe durante o ato operatório.

O desembargador Fernando Caldeira Brant considerou proporcionais os valores fixados, observando laudo pericial que apontou condições prévias do paciente relacionadas à função hormonal e reprodutiva. O voto foi acompanhado pelo juiz convocado Christian Gomes Lima e pelo desembargador Fernando Lins.

O pedido de indenização por alegada perda de rendimentos foi rejeitado por falta de comprovação documental. Como as partes não foram identificadas, não houve manifestação pública sobre a decisão.

Procedimento realizado no lado incorreto exigiu novas cirurgias e culminou na amputação de um testículo. Decisão judicial reforça a responsabilidade do cirurgião sobre protocolos de segurança.
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