China testa tecnologia de pulso de alta potência que pode ameaçar redes de satélites como a Starlink

China testa tecnologia de pulso de alta potência que pode ameaçar redes de satélites como a Starlink

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A disputa estratégica entre potências globais pode estar avançando para além da atmosfera terrestre. Pesquisadores chineses divulgaram recentemente o desenvolvimento de um dispositivo compacto de pulso de alta potência que, segundo análises publicadas no fim de 2025, teria potencial aplicação em cenários de guerra espacial. A tecnologia, em tese, poderia ser adaptada para sistemas capazes de interferir ou desativar redes de satélites, como a constelação da Starlink, ampliando as discussões sobre a militarização do espaço.

O estudo foi conduzido pelo Instituto Noroeste de Tecnologia Nuclear (NINT), entidade associada ao setor estratégico chinês. Embora não haja confirmação de uso operacional, a pesquisa sinaliza que novas tecnologias de interferência eletrônica estão sendo exploradas como alternativas a mísseis antissatélite tradicionais.

Diferentemente de armamentos que destroem fisicamente satélites, as chamadas armas de micropulso ou pulso eletromagnético visam desativar temporariamente sistemas eletrônicos por meio de emissões de alta energia. Esse tipo de abordagem reduziria a geração de detritos espaciais, um dos principais riscos de ataques convencionais no espaço.

A criação de fragmentos orbitais pode comprometer não apenas o alvo atingido, mas também outros satélites — inclusive os do país responsável pela ação. Por isso, tecnologias que neutralizem equipamentos sem explosões ganham atenção crescente entre estrategistas militares.

Segundo o estudo divulgado, a principal inovação do equipamento estaria em seu tamanho reduzido em comparação a sistemas similares já conhecidos. O design compacto permitiria sua instalação em plataformas móveis ou satélites específicos, ampliando a flexibilidade operacional.

Outro ponto destacado é a capacidade de emitir pulsos sustentados por mais de um minuto — período superior ao observado em tecnologias comparáveis, que geralmente operam por poucos segundos. Em teoria, esse fator poderia aumentar a eficácia contra sistemas orbitais complexos.

Constelações de satélites de comunicação, como a desenvolvida pela empresa americana SpaceX, responsável pelo sistema Starlink, tornaram-se peças-chave em infraestrutura de internet, defesa e comunicações estratégicas.

Redes desse tipo contam com centenas ou milhares de satélites interligados. Uma tecnologia capaz de interferir em seus componentes eletrônicos poderia afetar transmissões de dados, navegação e operações militares dependentes dessas conexões.

Especialistas observam, contudo, que a eficácia real de dispositivos de micropulso dependeria de fatores como alcance, precisão e proteção eletrônica dos alvos, além de aspectos legais e diplomáticos envolvidos.

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